sábado, 7 de abril de 2012

Os Quatro Milagres do Calvário

Lucas 23.44


TREVAS


Introdução

Este sermão será dividido em quatro temas:
1. Trevas (Lc 23.44);
2. Véu rasgado (Mt 27.51);
3. Terremoto (Mt 27.51);
4. Os mortos ressuscitados (Mt 27.52).

Trevas Sobre a Terra.

A Bíblia diz que houve trevas sobre toda a Terra. Alguns acham que poderia ter sido um eclipse total na região, mas cremos que não. Um eclipse dura apenas alguns minutos, e nesse caso as trevas duraram três horas.

1. Trevas versus luz (Mc 15.33). Desde a hora sexta (meio-dia), até a hora nona (três horas da tarde), as trevas suplantaram a luz.

2. Trevas repentinas. O dia estava claro, Jesus agonizava e o povo zombava. O reinado das trevas seria curto, a Luz do mundo se extinguiria por pouco tempo (Jo 12.31).

3. Trevas espessas. Nenhum raio de luz. Toda a torrente de pecado da humanidade escureceu o Sol. Era a separação entre Deus e Jesus, que se fazia pecado por nós. Jesus sentiu-se desamparado, era a dor do silêncio do Pai (Mc 15.34)!

O que é o Milagre das Trevas Ensina?

1. A Verdadeira Identidade de Jesus. Ele era o filho de Deus em forma humana (Fp 2.7, 8). Sua missão era aquela: destruir o império das trevas (I Jo 3.8). Os judeus pediram um sinal a Jesus (Mt 12.38–40), agora Deus lhes dava o sinal. Até o centurião romano reconheceu a divindade de Jesus (Mc 15.39).

2. Enfatizam a morte de Jesus. Sua morte desfez as trevas do pecado que envolvia o homem. Seu sangue nos purifica de todo o pecado (I Jo 1.7) Que pode ter maior importância do que isto?

3. As trevas simbolizavam o sofrimento do Pai e do Filho. Elas ocultaram dos olhos o intenso sofrimento e a angústia de Cristo na cruz. Onde estavam Pedro e Tiago e os demais discípulos que o acompanharam no Getsêmani? Só João e Maria, mãe de Jesus e a outra Maria e a Madalena estavam ali (Jo 19.25–27).

4. Simbolizavam a crueldade e a negridão da alma humana, personificadas naqueles que crucificaram a Cristo.

Conclusão

Para os salvos as trevas do Calvário já passaram. Tudo se fez luz. Cristo é a Luz do Mundo (Jo 9.5; 12.35, 36). Deixe as trevas e vem para a Luz.

O TERREMOTO


Introdução

Desde de o princípio a Terra tem sido abalada por terremoto, e à medida que o fim dos tempos se aproxima eles aumentarão em número e intensidade. Entre os sinais da proximidade de sua vinda, Jesus destacou este fato. Mas o que aconteceu no Calvário foi diferente. A natureza foi abalada com a morte do Filho de Deus.

I. A Natureza do Terremoto.

Talvez alguns se espantem quando digo que aquele abalo sísmico foi um milagre. Certamente não foi um terremoto comum, porque:

1. Deu-se no instante da morte de Jesus. Não antes, nem depois (v. 50);
2. Foi uma das maravilhas da crucificação (assim deve ser classificado);
3. Acompanhou o brado de Jesus (v. 50). Não resultou de acomodação da Crosta Terrestre, mas do brado daqueEle que tinha consumado a redenção.
4. Abriu os túmulos, mas só os santos ressuscitaram (v. 52), predizendo a vitória de Cristo sobre a morte;
5. Não derrubou a cruz. Ela proclamou o triunfo de Cristo sobre as trevas (Cl 2.14, 15)

II. O TESTEMUNHO DO TERREMOTO

O terremoto ocorrido no Calvário teve um propósito. Deus não abalaria a terra sem um objeto. Ele queria que o fato ficasse marcado indelevelmente na memória da humanidade, como um testemunho do preço pago por seu Filho pelo resgate das nossas almas (I Pe 1.18, 19).

1. O terremoto foi um sinal para as testemunhas (v. 54).

2. Sinai versus Calvário (Hb 12.18–21). O Sinai foi à profecia do Calvário; O Calvário, o cumprimento do Sinai.
- Sinai, a miséria e condenação do homem (a Lei);
- Calvário, remédio e benção para o homem;
- No Sinai, a terra estremeceu como se fosse dor;
- No Calvário, a dor do Salvador estremeceu a terra!

3. O pecado de Adão trouxe maldição sobre a terra (Gn 3.17). A morte de Jesus anulou a maldição e trouxe a benção a todos os homens (Rm 5.12–21)

Conclusão

A insensibilidade do homem à voz de Deus, às vezes, o leva a falar ao homem por meio de terremotos e outros fenômenos físicos. Em Filipos, na Macedônia, foi preciso um terremoto para que o carcereiro ouvisse o Evangelho (At 16.26–33). Deus esta te chamando manso e suave.

O VÉU RASGADO


Introdução

Este foi o terceiro milagre na crucificação. Ambos resultaram do brado de Jesus ao entregar o espírito ao Pai (Mt 27.50; Mc 15.37). O terremoto rasgou o véu que separava o Lugar Santo do Santíssimo, sem derrubar o templo.

O que o Véu Simbolizava?

Separação entre o pecador e Deus. Separava o Lugar Santo do Santíssimo (Ex 26.31–33). Só era transposto no dia da Expiação, pelo sumo sacerdote levando o sangue da expiação e o incenso santo.

A Divisão do Templo

5. O Átrio. Era o pátio da congregação. Ali o povo entrava.

6. O Lugar Santo. Ali ficava o altar dos sacrifícios, onde só entravam os sacerdotes para oferecerem os sacrifícios e fazer a expiação pelos pecados (Lv 4.30–34; 8.11–15). O altar dos sacrifícios apontava para cruz, onde seria imolado o Cordeiro de Deus (Jo 1.29).

7. O Santo dos Santos. Ali ficava a Arca (simbolizava a comunhão com Deus), coberta pelo propiciatório, sobre o qual era aspergido o sangue da expiação (Lv 16.11–14). O acesso a Deus só é possível através do sangue de Jesus.

Aberto o Caminho para Deus

1. Rasgou-se o véu. Não até a metade, mas de alto a baixo (Mt 27.51). Estava livre o caminho para Deus (Hb 10.19, 20). O Véu foi rasgado no momento em que Jesus morreu:

a) Por mão invisível;
b) Sem derrubar o templo;
c) Sem cair em pedaços (V. 51);
d) Não por alguém entrando à força.

2. O brado de Cristo (Mc 15.37). Proclamou a vitória contra as potestades das trevas (Cl 2.14, 15). Sua missão estava consumada (Jo 19. 30).

3. Quando foi rasgado? Na hora do sacrifício da tarde. Os sacerdotes viram o milagre e alguns se converteram (At 6.7). Os evangelhos nunca foram contraditados pelos judeus. As autoridades romanas não desmentiram este fato.

4. Fim do sacerdócio araônico. Nunca mais o sumo sacerdote teria de levar sangue de animais para dentro do véu. O segredo secular do Santo dos Santos foi descoberto. Agora nós, sacerdotes do Novo Concerto, podemos entrar no Lugar Santo, pelo sangue de Cristo. O povo ficava fora, no Átrio. Agora todos podem entrar.

Conclusão

Antes o acesso a Deus estava vedado, mas Cristo anulou o pecado e abriu-nos o caminho da salvação (Hb 10.18–23).

OS MORTOS RESSUSCITADOS (Mt 27.52, 53).

 

Introdução

A doutrina da ressurreição é uma das colunas mestras da fé cristã. Sem ela não teria significado a morte de Cristo (I Co 15.1–20). O que aconteceu no momento da morte de Cristo não foi à ressurreição final, porque aqueles mortos voltaram a viver durante algum tempo e depois morreram outra vez, e aguardam a ressurreição final (I Co 15.21–23).

II. Não Era ainda a Ressurreição Final.

1. Na ressurreição não será necessário alguém abrir os túmulos para os corpos gloriosos saírem (I Co 15.54, 55).

- Ao ressuscitar, Cristo saiu do túmulo antes de a pedra ser tirada;
- A pedra só foi tirada para provar que Ele não estava mais no sepulcro (Lc 24.5–7);
- No caso de Lázaro, a pedra teve de ser tirada antes de ele sair do túmulo;
- No milagre no Calvário, o próprio Deus fendeu a terra com o terremoto e os sepulcros se abriram.

Nem todos os mortos que ali estavam ressuscitaram, mas apenas alguns dos santos. Não foi a ressurreição geral, e sim a proclamação do triunfo de Cristo sobre a morte e o Hades (Mt 16.18)

II. Deus Conhece os Túmulos dos Seus Servos

- Havia muitos mortos sepultados naquela região, mas somente alguns santos foram ressuscitados;
- Os túmulos abertos provam que Jesus tem poder sobre a morte. Ela não é o fim (Jo 25–29);
- Preciosa aos olhos do Senhor é a morte dos seus santos (Sl 116.15).

III. A Salvação Foi Consumada

1. A vitória de Cristo sobre a morte deu-se no momento em que Ele expirou;
2. Seu corpo não sofreria a corrupção (Sl 16.8–10);
3. Os túmulos se abriram no instante de sua morte;
4. No Hades proclamou a vitória aos mortos (I Pe 3.18, 19);
5. O aguilhão do pecado é a morte, mas Jesus o destruiu (Rm 5.21);
6. No instante da morte tirou os nossos pecados (Jo 1.29);
7. No mesmo instante abriram-se os túmulos (Ap 1.18);
8. Impossível acrescentar algo à obra de Cristo: nem boas obras, nem purgatório. O Calvário resolveu o problema do pecado!

Conclusão

1. Não há mais impedimento de acesso à salvação;
2. Jesus tem poder para abrir todos os túmulos: da depressão, dos vícios, das drogas, etc.
3. Jesus tem poder para te tirar da morte e te dar vida (Rm 6.23);
4. A Salvação é oferecida hoje, aceita Jesus agora!

Um Sacrifício Perfeito, Uma Aliança Superior

Hebreus 8-10


Aquela era a última ceia de Páscoa que Jesus celebraria com Seus discípulos antes da crucificação. Enquanto comiam, Jesus tomou um cálice, agradeceu e disse: “isto é o meu sangue, o sangue da [nova] aliança, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados” (Mt 26.28). É incerto quanto os discípulos entenderam desse pronunciamento profético. Porém, seu significado se esclareceria pouco depois, ao testemunharem a morte sacrificial de Jesus na cruz e lembrarem as palavras que Ele dissera ao erguer o cálice. Foi através de Sua morte e do Seu sangue derramado que Jesus estabeleceu uma Nova Aliança que mudaria o rumo da história da humanidade, tanto para os judeus quanto para os gentios.

Um Superior Sacrifício pelo Pecado

Dia após dia, um sacerdote levita entrava no templo e oferecia sacrifícios de animais para a remissão de pecados, conforme determinava a Lei de Moisés. O sistema sacrificial da Lei era apenas uma sombra do que Jesus iria realizar no futuro, através de Sua morte na cruz. O Livro de Hebreus ilustra de duas maneiras a ineficácia dos sacrifícios levíticos para remover o pecado. Em primeiro lugar, se o sacrifício pelo pecado aperfeiçoasse quem o oferecia em adoração, não haveria necessidade de repeti-lo (Hb 10.2). Em segundo lugar, se os israelitas tivessem sido verdadeiramente purificados do pecado através de sacrifícios de animais, “não mais teriam consciência [senso] de pecados” (Hb 10.2). Mas o fato é que nenhum de seus sacrifícios podia torná-los perfeitos ou livrá-los da consciência do pecado (Hb 9.9). Por quê? “Porque é impossível que o sangue de touros e de bodes remova pecados” (Hb 10.4). O sangue de animais não tinha o poder de efetuar a redenção; a imolação ritual não podia purificar a carne, isto é, realizar a purificação cerimonial (Hb 9.13).

Através de um nítido contraste, o Livro de Hebreus explica como Deus providenciou um sacrifício melhor para a redenção do homem. Deus Pai enviou Seu Filho Jesus para ser o sacrifício pelo pecado. Jesus tomou parte na obra da redenção e tornou-se o sacrifício da expiação, com profundo e total envolvimento, e não em resignação passiva. Obedecendo à vontade do Pai, Cristo entregou Seu corpo como uma oferta definitiva, permitindo que o pecado do homem fosse removido (Hb 10.5-10). A conclusão é óbvia: Deus revogou o primeiro sacrifício, que dependia da morte de animais, para estabelecer o segundo sacrifício, que dependia da morte de Cristo.

Qual a diferença entre o sacerdócio de Cristo e o sacerdócio dos levitas?

Na Antiga Aliança, centenas de sacerdotes levitas ofereciam, continuamente, sacrifícios inefetivos que “nunca jamais podem remover [apagar completamente] pecados” (Hb 10.11); mas o sacrifício de Cristo removeu os pecados, de uma vez por todas. Os sacerdotes araônicos ofereciam sacrifícios pelo pecado, dia após dia; Cristo sacrificou-se uma só vez. Os sacerdotes araônicos sacrificavam animais; Cristo ofereceu a si mesmo. Os sacrifícios dos levitas apenas cobriam o pecado; o sacrifício de Cristo removeu o pecado. Os sacrifícios dos levitas cessaram; o sacrifício de Cristo tem eficácia eterna. Assim, Cristo está agora assentado “à destra de Deus” (Hb 10.12; cf. Hb 1.3; 8.1; 12.2), o que demonstra que Ele completou Sua obra, obedientemente, e foi exaltado a uma posição de poder e honra.

Cristo, o holocausto supremo e perpétuo, é o único sacrifício pelo pecado que existe atualmente. Os que rejeitam o sacrifício de Cristo têm sobre sua cabeça três acusações: (1) Eles desprezam a Cristo, calcando-O sob seus pés; (2) consideram o sangue de Cristo como profano (comum) e sem valor; e (3) insultam o Espírito Santo, que procurou atraí-los para Cristo (Hb 10.29). Os que rejeitam Seu holocausto redentor são considerados adversários. Na aliança mosaica, os adversários eram réus de juízo e morriam sem misericórdia. Conseqüentemente, as pessoas que rejeitam a Cristo aguardam o horrível juízo de Deus (Hb 10.30-31).

Por meio de Sua morte, Jesus inaugurou um “novo e vivo [vivificante] caminho” (Hb 10.20) para que a humanidade possa chegar à presença de Deus com “intrepidez [confiança]” (Hb 10.19). Portanto, o que  possibilita a existência de uma Nova Aliança é o sacerdócio e o sacrifício superiores de Cristo.

Uma Aliança Superior Para os Santos

O Livro de Hebreus revela que Cristo é o “Mediador de superior aliança instituída com base em superiores promessas” (Hb 8.6). Ela é mais excelente porque as promessas do pacto mosaico eram condicionais, terrenas, carnais e temporárias, enquanto as promessas do Novo Testamento são incondicionais, espirituais e eternas.

Quais as diferenças entre o Antigo Testamento e o pacto abraâmico?

Deus estabeleceu a aliança mosaica (Antigo Testamento) com a nação de Israel, no Monte Sinai. Esse pacto não foi o primeiro que Deus firmou com o homem, mas foi o primeiro que Ele fez com Israel como nação. A aliança mosaica foi escrita 430 anos depois da aliança abraâmica, e não alterou, não anulou, nem revogou as cláusulas da primeira aliança, a abraâmica (Gl 3.17-19), que era incondicional, irrevogável e eterna.

Muitas pessoas, hoje em dia, confundem a aliança mosaica com a abraâmica e afirmam que a Terra Prometida não pertence mais ao povo judeu porque a nação perdeu seu direito em razão do pecado. Entretanto, Deus garantiu a Israel a posse permanente da terra, não através da aliança mosaica, mas da aliança abraâmica (Gn 15.7-21; 17.6-8; 28.10-14).

As promessas do pacto mosaico eram condicionais. O pré-requisito era que Israel obedecesse aos mandamentos para que Deus cumprisse as promessas de bênçãos, estabelecidas no pacto (Êx 19.5). Mas Israel não cumpriu as cláusulas do pacto. A falha não estava na Lei, pois o mandamento era “santo, e justo e bom” (Rm 7.12), mas na natureza pecaminosa do homem, que se rebelou contra as condições estipuladas no pacto. Essa aliança tinha um poder limitado e não podia conceder vida espiritual nem justificar os pecadores (Hb 8.7-9).

Com quem Deus firmou a Nova Aliança?

A Escritura deixa claro que a Nova Aliança foi feita exclusivamente com Israel (os descendentes de Jacó, pelo sangue) – e não com a Igreja (Hb 8.10). Em nenhum lugar da Escritura a Igreja é chamada de Israel ou “Israel espiritual”, como alguns ensinam. Está claro na Escritura que as bênçãos nacionais, espirituais e materiais prometidas na Nova Aliança serão cumpridas com o Israel literal, no Reino Milenar (Jr 31.31-40).

A Nova Aliança foi profetizada pela primeira vez por Jeremias, seis séculos antes do nascimento de Cristo (Jr 31.31; cf. Hb 8.8). Ao falar do novo pacto, Deus usa os verbos no futuro (“firmarei”, “imprimirei”, “inscreverei”, “serei”, “usarei”, “lembrarei”, veja Hb 8.8,10,12), mostrando que cumprirá as cláusulas dessa aliança. Além disso, o cumprimento depende unicamente da integridade de Deus, e não da fidelidade de Israel.

Se a Nova Aliança não foi firmada com a Igreja, por que foi apresentada em Hebreus 8?
O escritor de Hebreus foi movido pelo Espírito Santo a citar a Nova Aliança com o propósito de ressaltar o fracasso da aliança mosaica e mostrar a Israel que as promessas reunidas num pacto melhor estavam disponíveis através de Jesus Cristo. A Nova Aliança foi instituída na morte do Senhor (Hb 9.16-17), e os discípulos ensinaram seus conceitos à nação de Israel (2 Co 3.6). O fato da nação de Israel ter rejeitado seu Messias resultou num adiamento do cumprimento cabal do pacto, que só ocorrerá quando Israel receber a Cristo, na Sua Segunda Vinda.

Quais são as promessas da Nova Aliança?

Em primeiro lugar, a Nova Aliança proporciona uma transformação interior da mente e do coração, que só pode ser produzida através da regeneração espiritual. Deus disse: “Nas suas mentes imprimirei as minhas leis, também sobre os seus corações as inscreverei” (Hb 8.10). A Antiga Aliança era exterior, lavrada na pedra (Êx 32. 15-16); a Nova Aliança é escrita “em tábuas de carne, isto é, nos corações” (2 Co 3.3), através do ministério do Espírito Santo. Isso acontecerá com Israel, como um todo, na Segunda Vinda de Cristo, quando Deus derramará o Seu Espírito sobre o povo judeu não-salvo, fazendo com que se arrependa de seus pecados e aceite Jesus como seu Messias (Zc 12.10; Rm 11.26).

Em segundo lugar, a aliança mosaica estipulava que os conceitos da Lei, com seus complicados rituais e regimentos, só fossem ensinados pelos líderes religiosos. Os que vivem sob os preceitos da Nova Aliança são ensinados pelo Senhor, por meio do Espírito Santo que habita em seu interior, e recebem poder para andar nos caminhos do Senhor e guardar os Seus estatutos (Ez 36.27).

Em terceiro lugar, na Antiga Aliança, o pecado era lembrado sempre que um animal era oferecido em sacrifício (Hb 10.3). Na Nova Aliança, Jesus foi o Cordeiro do sacrifício, que, de uma vez por todas, removeu o pecado (Hb 10.15-18) através do Seu sangue. O Senhor disse: “Pois, para com as suas iniqüidades usarei de misericórdia e dos seus pecados jamais me lembrarei” (Hb 8.12; cf. Jr 31.34). A palavra jamais é uma dupla negativa no texto grego, o que significa que “não, nunca, sob nenhuma circunstância” Deus se lembrará dos pecados do Israel redimido.

Em quarto lugar, Cristo é o Mediador da Nova Aliança (Hb 9.15-20). O mediador atua como um intermediário entre duas partes que desejam estabelecer um acordo entre si. Os mediadores põem seus próprios interesses de lado pelo bem das partes envolvidas no acordo. Um mediador precisa ser digno de confiança, aceitável pelas partes e capaz de assegurar o cumprimento do pacto. Através de Sua morte, Cristo tornou-se o Mediador da Nova Aliança, e possibilitou a reconciliação de todos aqueles que confiam em Sua obra redentora.

A mediação de Cristo também se estende aos santos que viveram debaixo da Antiga Aliança, bem como aos que virão a crer, no futuro. Cristo concede uma herança eterna a todos os crentes, através da Nova Aliança. Um beneficiário só pode entrar na posse legal da herança com a morte do testador. Para que a Nova Aliança tivesse efeito e, legalmente, pudesse conceder a salvação aos pecadores, Cristo tinha que morrer (Hb 9.15-17).

Até mesmo a aliança mosaica teve de ser inaugurada com sangue para ter efeito legal. Moisés mediou o primeiro pacto tomando o livro da Lei, lendo-o diante dos filhos de Israel – que concordaram em guardar os seus preceitos – e, depois, aspergindo o livro e o povo com sangue (Hb 9.19-20). O fato do Antigo Testamento ter sido firmado com sangue mostrou que era necessária a morte de uma vítima inocente para consagrar e estabelecer uma aliança. Aquele pacto era apenas um tipo e uma sombra que apontava para o dia em que Cristo consagraria e firmaria um Novo Testamento, através do derramamento de Seu próprio sangue. Somente Ele poderia mediar a Nova Aliança entre Deus e a humanidade (1 Tm 2.5).

A Nova Aliança, ao contrário da aliança mosaica, é eterna. O Senhor disse: “Farei com eles aliança de paz; será aliança perpétua” (Ez 37.26). Depois de servir ao seu propósito, o pacto mosaico tornou-se sem efeito. As palavras “antiquado” e “envelhecido” (Hb 8.13) mostram que o pacto mosaico estava esgotado, perdendo as forças e prestes a ser dissolvido.

Embora a Nova Aliança tenha sido feita com Israel, e não com a Igreja, os cristãos têm garantido o extraordinário privilégio de experimentar certos benefícios do novo pacto que passaram a vigorar quando Cristo derramou Seu sangue na cruz. Hoje, a Igreja usufrui das bênçãos espirituais da salvação, estabelecidas na Nova Aliança. As bênçãos físicas do Novo Testamento serão cumpridas com Israel, no Milênio. Os que seguem a Cristo são “ministros de uma nova aliança [testamento, pacto]” (2 Co 3.6) e foram chamados para divulgar a mensagem da salvação. Louvado seja Deus por tão grande salvação!

Significado das missas da Semana Santa

Até a Sexta-Feira da Paixão e o domingo de Páscoa, muitos outros rituais e missas são celebrados pela Igreja Católica. Segundo o padre José Antônio Aparecido Pereira, 68, vigário episcopal da Arquidiocese de São Paulo, em entrevista ao G1, antes das datas mais lembradas da Semana Santa acontecem mais de cinco missas. "A semana inteira é de reflexão e oração."

Entenda o que acontece em cada dia da semana de Páscoa e o significado das missas:

Domingo de Ramos (1º de abril)

A entrada de Jesus na cidade de Jerusalém é representada neste dia. "Na época, como explica a Bíblia,  ele monta em um jumento e é recebido por centenas de pessoas com ramos de oliveira e palmeiras nas mãos." O domingo começa com uma procissão de fiéis cantando hinos e carregando ramos. Ao chegar à igreja, uma missa é celebrada com leitura de trechos bíblicos sobre o sacrifício de Jesus Cristo.

Segunda, terça e quarta-feira santas (2, 3 e 4 de abril):

Nas missas celebradas nos três dias, os fiéis pedem a Deus bons frutos na vida pessoal e religiosa e são lidos trechos bíblicos sobre a salvação.

Quinta-feira Santa (5 de abril)

Pela manhã,  o bispo se reúne com os padres na chamada Missa da Crisma - em São Paulo, esta missa acontece na Catedral da Sé (centro). Nela, ele irá abençoar ou consagrar os três óleos santos. O óleo consagrado é o do sacramento da Crisma, na qual o fiel confirma publicamente a sua fé cristã e sua ligação com a Igreja Católica. Neste rito, o padre impõe as mãos sobre o fiel, invocado o Espírito Santo, e o unge com óleo. Os outros dois óleos, o do batismo e o dos enfermos, são abençoados.

À noite, a Igreja celebra a ceia do Senhor em alusão à última ceia entre Jesus Cristo e os 12 discípulos, antes da crucificação. Nela, Jesus irá instituir o sacramento de seu corpo e de seu sangue, chamado pela Igreja Católica de Eucaristia. Nesta celebração, não se toma vinho nem come-se pedaço de pão. Em algumas paróquias, explicou o padre, um pedaço de pão caseiro abençoado é dado de lembrança aos fiéis.

Depois, acontece a missa do lava pés, na qual 12 pessoas são escolhidas aleatoriamente para que o padre lave seus pés, em referência ao momento em que Jesus ensina a humildade aos discípulos lavando os pés deles.

Sexta-feira da Paixão (6 de abril)

“Jejum e abstinência de carne são os princípios deste dia." Exatamente às 15h, considerada a hora nona pela Bíblia, os fiéis se reúnem para celebrar a paixão e a morte de Cristo. O rito tem quatro momentos, o momento da paixão anunciada, envocada, venerada e comungada.

Na paixão anunciada, são lidas passagens bíblicas do Antigo e do Novo Testamento que falam sobre o sacrifício de Cristo. Na paixão envocada, longas séries de preces são feitas pelas necessidades do mundo e da Igreja. Depois, os fiéis formam uma fila e vão um a um beijar a imagem de Cristo crucificado – é o momento da paixão venerada. Na quarta e última parte, os fiéis recebem a hóstia.

Algumas igrejas e paróquias, segunda o padre da Arquidiocese de São Paulo, fazem uma procissão do enterro de Cristo. “Esta tradição pretende lembrar do momento em que os discípulos retiram o corpo de Jesus Cristo da cruz e o sepultam.”

Sábado Santo (7 de abril)

Durante o dia, não há missa. “É momento de silêncio e oração.” Só no período da noite é que acontece a vigília pascal. “Uma longa celebração, na qual o padre abençoa o fogo que acenderá uma grande vela, chamada de Círio Pascal”. Ela, que representa Jesus ressurreto, é toda decorada com símbolos religiosos, como o da primeira e da última letra do alfabeto grego - Alfa e Ômega. Elas, explica o bispo, indicam que Jesus é o início e o fim de tudo, como ensina a Bíblia. Cinco cravos representando os cincos ferimentos na cruz – dois nas mãos, dois nos pés e um na lateral do corpo – e o ano de 2012 também são inscritos na vela.

Logo em seguida, o padre abençoa a vela com orações e entra na igreja, que está toda apagada. Neste momento, cada pessoa acende a sua vela a partir da que passa pelo corredor principal nas mãos do padre. Quando a igreja já está toda iluminada com as velas dos fiéis, o padre chega ao altar e canta o hino “Precônio Pascal” para celebrar a vigília e se preparar para a Páscoa – a ressurreição.

Após uma leitura da Bíblia, acontece a liturgia batismal. “A água do batismo é abençoada e, em algumas comunidades, adultos e crianças são batizados.” A missa termina com os fiéis cantando hinos sobre a ressureição.

Domingo de Páscoa (8 de abril)

Para encerrar o período da quaresma, os 40 dias estipulados pela Igreja Católica para que o fiel se prepare para o ápice da Semana Santa, a ressureição, missas são celebradas com hinos e trechos bíblicos sobre a ressureição.

Segundo o bispo, em algumas igrejas, existe o costume de fazer procissões simbolizando o encontro de Jesus com os discípulos. “As mulheres levam a imagem de Maria; e os homens, a imagem do Cristo crucificado para lugares diferentes. Quando as duas imagens se encontram, os fiéis aplaudem e cantam hinos de vitória.”

Malhação de Judas

"A malhação não tem nada a ver com a vida da Igreja", explica o bispo Aparecido Pereira.  A malhação de Judas ou Queima de Judas é uma tradição trazida pelos portugueses e espanhóis na qual um boneco, do tamanho de um homem, forrado de serragem, trapos ou jornal é arrastado pelas ruas e queimado.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Melhor é serem dois do que um...

É melhor ter companhia do que estar sozinho, porque maior é a recompensa do trabalho de duas pessoas. Se um cair, o amigo pode ajudá-lo a levantar-se. Mas pobre do homem que cai e não tem quem o ajude a levantar-se! E se dois dormirem juntos, vão manter-se aquecidos. Como, porém, manter-se aquecido sozinho? Um homem sozinho pode ser vencido, mas dois conseguem defender-se. Um cordão de três dobras não se rompe com facilidade. Eclesiastes 4.9-12

O Capítulo 4 de Eclesiastes nos versos de 9 a 12 serve-nos de exemplo, quando vemos Salomão nos falar do valor de um relacionamento amigável entre duas pessoas que tem propósitos e alvos definidos. Quando olho para este texto me pergunto. Por que ele não é realidade na vida de muitos casais? O que estamos, na verdade presenciando em nossos dias, é justamente o oposto deste provérbio proferido por Salomão.

Veja bem: Salomão nos diz: “Melhor é serem dois do que um” O casal precisa ser unido de fato e verdade. No casamento existe uma aliança, um elo, um compromisso, uma cumplicidade que envolve amor, companheirismo, dedicação, prazer sexual, lealdade, honestidade, fidelidade, amizade, etc. São duas vidas que se fundem numa só. Uma só carne.

É impressionante o pensamento de alguns homens ou mulheres que acham que depois de casados podem ainda continuar com a mesma vida que tinham, quando estavam solteiros. Tentam manter a todo custo as velhas amizades, criando uma série de contratempos para com seu cônjuge. Esta atitude de liberdade do parceiro, com certeza traz abalos, e terríveis terremotos no relacionamento do casal quando partem para os exageros.

A solidão e o descaso são os primeiros sinais, de que algumas coisas não estão bem. De fato, os dois precisam estar juntos, cada qual levando a carga do outro. Assim fazendo, o peso será menor. Se um cair, o outro pode levantá-lo. No tempo do frio, a Bíblia diz que se aquentarão. Dois são mais fortes do que um quando as lutas vierem, quando os filhos adoecerem, quando o desemprego bater na porta, quando a saudade da casa paterna chegar ao coração, principalmente nos primeiros meses de casados.

Dois são melhor do que um porque:

- Irão resistir mais facilmente as tormentas da vida.
- Irão compartilhar melhor as alegrias e tristezas e com certeza serão fortes e provaram das benção de Deus sobre as suas vidas.

A Bíblia neste texto de Salomão faz também referencia ao cordão de 3 dobras que não se quebra, não se arrebenta facilmente. De fato, a terceira dobra, para que não sabe é a presença de Jesus Cristo solidificando uma relação a três.

Um lar onde Jesus é Senhor não se arrebenta, não é destruído, não existe separação de corpos, não existe divórcio.

Jesus é o elo maior, é a dobra maior que segura os relacionamentos mais difíceis e complicados.

O cordão de três dobras é feito de um material resistente. Não é feito de linha ou barbante. É um cordão feito com fios resistentes até mesmo a prova do tempo. Neste cordão, o Poder de Jesus está presente. Nos fios deste cordão o Sangue de Jesus é passado todos os dias e, por conseguinte nada poderá destruir este relacionamento.

Para refletir

Amigo(a) Como está o seu relacionamento conjugal? Está por fio, como dizem por aí?

Seu casamento está solidificado ou não com a presença de Jesus Cristo? Talvez você esteja vivendo uma realidade difícil em seu relacionamento conjugal e familiar.

Quem sabe você está vendo o seu casamento se desmanchado dia pós dia.

Talvez o fio que tem ligado vocês não é um cordão com três dobras e por conseguinte resistente. Talvez a sua pergunta seja. O que devo fazer para salvar o meu casamento?

A única coisa sábia a fazer: Você se entregar sem reservas ao Senhor Jesus Cristo. Além de sua Salvação. Ele quer dirigir a sua vida e os seus relacionamentos. Jesus conhece as suas inclinações e a intenção de seu coração humano e a dureza do mesmo em achar que você pode conduzir a sua vida sozinho(a) Jesus Cristo é seguramente a sua única e satisfatória solução.

Lembre-se: “Melhor é serem dois do que um. Um cordão de três dobras não se arrebenta facilmente”. Jesus quer estar dirigindo a sua vida e família.

Seja dedicado, seja abençoado!

Nós cremos que fomos escolhidos e chamados por Deus, a fim de anunciar e realizarmos as Suas maravilhosas obras sobre a terra. Mas é sabido, que muitos cristãos se tornam relaxados em relação a esse chamado e precisam ser disciplinados, a fim de que a sua fé seja renovada.

Repare no verso 12 o uso da conjunção “portanto”. Significa que o assunto a seguir está ligado ao anterior. Nos versos anteriores é explicado que Deus é como um pai, que disciplina Seus filhos e nós não gostamos muito de encarar esse assunto, mas precisamos!

No primeiro momento, a disciplina dói, abate e causa tristeza; mas, devemos considerar os seus benefícios. (v.11)
• Uma vida correta.
• Uma vida cheia de paz.

Em muitas ocasiões, Deus permitirá que soframos reveses “para nos disciplinar”. A disciplina divina prova duas coisas (v.6):
• Que Deus nos ama
• É um sinal de que somos Seus filhos.

Então, qual deve ser a nossa reação diante da disciplina do Senhor? (v.5)
• Não desprezar a Sua correção
• não desanimarmos quando por Ele somos repreendidos.

Muito bem, nós falamos sobre as razões e as recompensas que a disciplina divina produz, no entanto, ela deve gerar em nós algo mais, uma renovação da nossa espiritualidade.

A Bíblia diz: Pois a tristeza que é usada por Deus produz o arrependimento [i.e. mudança de atitude] que leva à salvação; e nisso não há motivo para alguém ficar triste. Mas as tristezas deste mundo produzem a morte [i.e. morte espiritual, afastamento de Deus]. (2 Co.7:10 NTLH)

Por tudo quanto foi dito, tenha uma atitude vigorosa em relação à sua vida com Deus. (vs.12,13) Levante-se, busque fortalecimento e caminhe para o que é bom, para o que agrada a Deus e o que traz edificação.

Tenha uma atitude de fé e coragem, para enfrentar os desafios de uma vida renovada. Mas que desafios são esses? (vs.14,15)

• Procurar ter paz com todos. Por isso procuremos sempre as coisas que trazem a paz e que nos ajudam a fortalecer uns aos outros na fé. (Rm.14:19 NTLH)
• Cumprir a missão espiritual, por meio de uma vida dedicada ao Senhor. Mas vocês são a raça escolhida, os sacerdotes do Rei, a nação completamente dedicada a Deus, o povo que pertence a ele. Vocês foram escolhidos para anunciar os atos poderosos de Deus, que os chamou da escuridão para a sua maravilhosa luz. (1 Pe.2:9 NTLH)
• Valorizar e permanecer na graça ou a bondade de Deus. A Bíblia diz: Essa graça nos ensina a abandonarmos a descrença e as paixões mundanas e a vivermos neste mundo uma vida prudente, correta e dedicada a Deus (Tt.2:12 NTLH)
• O cuidado para não semear amargura entre os irmãos. Abandonem toda amargura, todo ódio e toda raiva. Nada de gritarias, insultos e maldades! (Ef.4:31 NTLH)

A Bíblia diz: Pois os olhos do Senhor estão atentos sobre toda a terra para fortalecer aqueles que lhe dedicam totalmente o coração. (...) (2 Cr.16:9 NVI)

Seja uma pessoa dedicada de coração a Deus e você será fortalecido por Ele. Quando você decide ser dedicado ao Senhor, esteja certo de que Ele lhe oferecerá tudo o que é bom. O SENHOR dá força ao seu povo e o abençoa, dando-lhe tudo o que é bom. (Sl.29:11 NTLH) Seja dedicado, seja abençoado! Deus o abençoe!

Como se Manter em Santidade Durante o Namoro

"A vontade de Deus é que vocês sejam santificados: abstenham-se da imoralidade sexual. Cada um saiba controlar o seu próprio corpo de maneira santa e honrosa". (I Ts 4:3-4 )

De acordo com a cultura do “presente século”, o conceito de “namoro saudável” está, em muitos aspectos, distante daquele apresentado na Bíblia Sagrada, de modo que até muitos crentes em Jesus desconhecem os princípios bíblicos que devem orientar este relacionamento. Neste artigo, trataremos destes princípios. Como é o namoro segundo a vontade de Deus?

Por que Namoro Santo?

Porque o próprio Jesus falou: Sede santos como meu Pai que está nos céus é Santo.” Isto inclui todos nós e todos nossos atos.

Não é uma meta que se deva desprezar por ser bastante alta, mas perseguir mesmo que nunca a alcancemos em toda sua plenitude.

Há namoro que não é santo? Nem é preciso falar que hoje a maioria dos namoros estão longe de serem santos.

Mas para que serve o namoro, um namoro santo? Um namoro santo é o primeiro passo para um matrimônio santo. É nele que os namorados se preparam para viver um matrimônio santo.

Pensar em matrimônio entre eles , já? Não necessariamente. Pode ser que um namoro não termine em matrimônio, mas é sempre uma preparação para o seu matrimônio.

Se você começa um namoro e sinceramente não consegue imaginar, nem que seja de forma muito superficial aquela pessoa como sua esposa, seu esposo, nem comece, você já está no caminho errado.

Outro dia alguém perguntou que mal havia em “estar” com alguém descompromissadamente, sem pensar num futuro dos dois. E a resposta é a seguinte: amor é uma opção por fazer alguém feliz, é doação, é querer o bem do outro e somente do outro. Este “estar” com alguém soa quase como aproveitar de alguém por um tempo para satisfazer minhas necessidades, minhas carências, mas, sem o mínimo compromisso com essa pessoa.

É algo parecido com o “ficar” só que mais longo, um pouco. Não há compromisso com a pessoa do outro. Eu não me envolvo como deveria, o outro também não se envolve. Satisfazemos nossas necessidades afetivas, sexuais, temos alguém para nos divertir e só isso.

Exatamente, só isso. E por isso não é amor. Não é construção de nada. Não há renúncia de nada em favor do outro, não pode ser, desde o princípio, algo para sempre.

Na celebração do matrimônio o casal promete um para o outro: receber o outro, ser fiel ao outro, amar e respeitar o outro, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, por todos os dias da vida.

É bem exigente essa promessa. E como chegar a fazer esta promessa sem se preparar? Como cumprir esta promessa sem saber o que se está fazendo?

Eu te recebo…

No meu prédio, se alguém vem me visitar, a portaria me liga, antes de deixar o visitante entrar, para ver se eu conheço a pessoa, só então liberam a entrada para que a pessoa chegue e eu possa recebê-la em casa.

A promessa do matrimônio começa com: “Eu te recebo….” , ou seja, pressupõe que eu conheça com quem estou casando.

E como conhecer se não for no namoro? É no namoro que vemos como esta pessoa reage em todas as situações da vida. Mesmo num namoro de adolescentes podemos aprender muito sobre o outro e ir imaginando como será no futuro. Os jovens com mais idade também devem prestar atenção ao seu namorado, sua namorada.

Alguns podem argumentar: “Comigo ele ou ela é uma pessoa maravilhosa.” E eu pergunto: e na escola, no trabalho, na família?

“Mas todo mundo faz!” Também nos relacionamentos todo mundo faz o outro sofrer, todo mundo trai, todo mundo começa pensando em se não der certo parto para outra.

Minha mãe sempre dizia que um bom filho será um bom pai, uma boa filha será uma boa mãe. E tem sua razão. Partindo da idéia que ele poderá ser seu esposo, um dia, e ela poderá ser sua esposa, um dia, que modelo ele ou ela tem de família? Há um bom modelo de mãe a seguir? Há um bom modelo de pai a seguir? Ele ou ela aprenderam a lutar pelo relacionamento em casa? Ou relacionamento é uma loteria na sua vida? Joga-se uns números e o resto é sorte?

É claro que não somos responsáveis pelo relacionamento de nossos pais. E que se o deles não deu certo, não quer dizer que o seu também não dará. Mas este conhecimento sobre a família é um tópico importante para o conhecimento do outro.

É preciso conhecer o outro para poder recebê-lo no sentido da promessa do matrimônio. Não só a parte boa. Quando ele ou ela está com você, apaixonado, todo carinhoso, ou carinhosa. É preciso ver como reage quando não está com você ou em situações difíceis. Isto é conhecer. Não se pode pensar que conhecer é só um pouquinho da pessoa, conhecer é o todo da pessoa.

E como tem gente cega para isso.

“Ele era um pouco mulherengo quando solteiro, mas era tão bonzinho comigo e agora me traiu sem mais nem menos!”

“Ele bebia com os amigos, mas eu pensei que após casarmos isso mudaria!”

“Eu via como ele tratava a mãe quando ela o pressionava, mas comigo era diferente. Só que agora isso virou contra mim.”

E não tem nada que cega mais nossa avaliação de uma pessoa que o sexo. O sexo é algo maravilhoso e bom. Só que na hora certa, dentro do matrimônio. Porque de tão bom e forte que é o sexo, ele nos cega para vermos todas as dimensões do outro.

O namoro é o tempo de seleção. É preciso se conhecer bem e conhecer o outro, no seu comportamento, na sua fé, na sua visão de futuro, nas suas prioridades de vida, nos seus valores.

“Ser fiel…”

É tão comum ouvir que jovens namorados se traem mutuamente, “ficando” com outros sem o menor receio. Como estes jovens, um dia, prometerão ao outro serem fieis? Que garantia terão dessa promessa ser verdadeira se desde o princípio já não há fidelidade?

E como descobrir isso antes? Desde o namoro?

A fidelidade é uma coisa construída. Treinada. Às vezes com muito esforço para ser mantida, mas é possível. Mesmo que o mundo diga que não.

E fidelidade é compromisso com o outro. Se eu simplesmente “estou” com o outro, sem compromisso não é possível construir a fidelidade e quem sabe no futuro, ao sermos traídos nós pensemos que isso foi injusto. Talvez até seja uma injustiça. Mas foi trabalhada a fidelidade, em nós, desde o princípio dos nossos relacionamentos?

Com essa liberalidade sexual entre namorados se está treinando para a traição e não para a fidelidade. É sim, se você se sente atraído por ele ou por ela. E vão para um motel, toda vez que sentem este desejo, quem garante que quando você estiver grávida, no fim de uma gravidez, ou ele estiver com problemas no emprego e isso tirar seu interesse sexual por um tempo no casamento, não haverá uma atração por outra pessoa? E se houver outra pessoa, como você sempre se acostumou a satisfazer essa vontade, por que não trair com uma aventurazinha de nada?

Ser fiel exige renúncia. Renúncia exige treino.

“Na alegria ou na tristeza…”

Na alegria e na tristeza. Esta frase significa que não vamos agradar o outro todos os dias de nossas vidas. Significa que haverá dias em que não gostaremos do outro. Mas isso não quer dizer que nestes dias o deixemos de amar. É preciso uma decisão em favor do outro.

Gostar, alegria, tristeza, são sentimentos e amor é mais que sentimentos. Esta frase na promessa do matrimônio é sábia e pena que poucos a compreendem em sua total dimensão.

Amor é uma decisão pelo outro. Decisão que deve existir mesmo quando não é gostoso estar com o outro. O gostar fala de mim. Fala de como eu me satisfaço nesta ou naquela situação. Amor tem que dizer respeito ao outro.

Amar com bons sentimentos é o ideal, mas nem sempre é possível o tempo todo.
“Na saúde ou na doença…”

Esta parte da promessa do matrimônio é bem parecida com a promessa de cima, mas ao invés de falar de sentimentos, fala do físico. Será que nossos corpos serão os mesmos durante toda a nossa vida? Será que se hoje eu baseio o meu relacionamento na qualidade física do outro, o relacionamento vai acabar se após uma gravidez a mulher tiver estrias na barriga? Se ele engordar e cultivar uma bela barriga?

“por todos os dias de minha vida”

Esta é a parte mais profunda da promessa do matrimônio. E como todos nós estamos contaminados com o conceito de descartável, em nossas vidas “modernas”, este é o ponto mais frágil dos matrimônios ou uniões atuais.

Desde o namoro a idéia de que é fácil trocar é muito mais presente que a vontade de lutar por um relacionamento. É preciso cultivar sonhos de amor e ir tentando realizá-los durante toda a vida.

Casais que param de sonhar, perdem o sentido de estarem juntos. E é no namoro que esse “para sempre” começa. Sonhar juntos é preciso sempre. Desde o sonho de irem um dia a um show ou a um restaurante.

De poderem um dia comprar um carro juntos, de terem os filhos e amá-los, de terem um lugar só deles para morar, de ver o crescimento dos filhos, sem nunca deixar de lembrar do amor que os une. De estarem preparados para ajudar um ao outro nas dificuldades, nas suas lutas do dia a dia.

Sonhar, mesmo que sonhos “impossíveis”, como a certeza que estarão juntos mesmo daqui a 50 anos. A união do casal depende desses sonhos que vão se realizando ao longo da vida. Mesmo que sejam sonhos profissionais de um que se tornam dos dois. De maternidade ou paternidade, mas que ambos sonham juntos.

Como vemos o namoro tem uma influência enorme para o sucesso ou fracasso dos matrimônios. E só há mais um detalhe que já mencionei de leve, mas que é a chave de tudo na vida, nos namoros e nos futuros matrimônios.

Não falei matrimônio em todo este texto por acaso. Matrimônio é um sacramento em que duas pessoas se unem com a benção de Deus. Aí está a chave do sucesso. Relacionamento a dois não dá certo. Desde o namoro.

O relacionamento tem que ser a três. Deus quer estar com vocês. Deus quer mostrar seu amor para nós para ser modelo de nosso amor. E com Ele no relacionamento, desde o namoro, a vida do casal tem muito mais chance de terem cumpridas todas as promessas feitas no dia de seu matrimônio.

A ORIENTAÇÃO BÍBLICA

Diz a Escritura: “Não é bom que o homem viva sozinho. Vou fazer para ele alguém como se fosse a sua outra metade” (Gn 2:18 ).

Com a criação de Eva, Deus deu a Adão alguém com quem ele pudesse se relacionar, conversar, dividir alegrias, descobertas, etc. O casamento é plano de Deus! Pois bem, o primeiro passo rumo a esta união é o namoro. É importante encará-lo com seriedade. Quem erra o primeiro passo, pode se complicar mais à frente.

Cerca de 75% dos problemas que os casais enfrentam têm origem na época do namoro e do noivado. Um namoro problemático, fora dos padrões estabelecidos por Deus, é danoso e pode machucar os envolvidos. Para que isso não aconteça, vejamos alguns princípios orientadores para o namoro, contidos nas Escrituras.

1. A escolha certa no namoro:

O que o crente em Jesus precisa levar em conta, antes de escolher alguém para iniciar um namoro? Paulo dá um conselho eficaz, em II Coríntios: “Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos” (6:14a).

Você sabe o que é o “julgo desigual”? De acordo com o contexto desta passagem, colocar-se em jugo desigual significa ter ligação com uma pessoa que é totalmente diferente.

“Neste texto está relacionado a uma pessoa que não é membro da família da fé e que pode fazer com que um crente quebre a sua aliança com Deus”. Parece que o que está em questão é separar a religião pagã da religião cristã.

Veja que Paulo é contundente na seqüência: “porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas? Ou que união, do crente com o incrédulo?” (2 Co 6:14-15).

Na hora de escolher com quem namorar, o cristão precisa levar essa orientação das Escrituras a sério. É preciso conversar com a pessoa com quem se deseja namorar, saber quais são seus objetivos, seus propósitos, seus sonhos; conhecer a família. A fé que professa.

Depois de tudo isso, é indispensável perguntar se vale mesmo a pena namorar. Será que não é roubada? Afinal, se namorar determinada pessoa significa risco de quebrar a aliança com Deus, é uma tremenda fria! É bom pensar, repensar e orar. Um namoro santo começa com uma escolha certa! “Por acaso andarão duas pessoas juntas, se não estiverem de acordo?” (Am 3:3).

2. O propósito real do namoro:

Existe uma razão para namorar. A idéia de “namorar”, simplesmente por “namorar”, deve ser descartada. Por quê? Traga a sua mente o início da história humana: a união de um homem com uma mulher, por meio do casamento, conforme já dissemos, foi idéia de Deus.

Foi ele quem disse: “Portanto, o homem deixará o seu pai e sua mãe e se unirá a sua mulher” (Gn 2:24). Não se apresse a ler este texto. Medite: O que Deus criou, aqui em Gênesis? O casamento, isso mesmo! Deus não criou o namoro. O namoro é o primeiro passo para o casamento.

Se Deus nunca tivesse instituído o casamento, o namoro também não existiria.
“Ah! Mais então quando duas pessoas começam a namorar, elas são obrigadas a se casar?”

3. O cuidado físico no namoro:

O namoro deve ter limites físicos muito bem estabelecidos. Pensemos num princípio bíblico relevante, neste sentido. A Bíblia diz: “A vontade de Deus é que vocês sejam santificados: abstenham-se da imoralidade sexual. Cada um saiba controlar o seu próprio corpo de maneira santa e honrosa” (I Ts 4:3-4 .

Essa orientação do apóstolo Paulo é escrita numa época em que o mundo greco-romano era um verdadeiro caos sem lei. Parecia que a vergonha havia “sumido da terra”. A igreja surge dentro deste contexto pervertido. Orientações sobre a vida sexual precisavam ser dadas.

Paulo mostra que o crente em Jesus deve saber controlar o seu corpo em santidade e honra. Mais que isso: ele indica a maneira, através de uma expressão interessante, no versículo 6: “e que, nesta matéria, ninguém ofenda nem defraude a seu irmão”.

Atente para a palavra “defraudar”. Ela significa “despertar um sentimento ou desejo no outro que não pode ser licitamente satisfeito”, ou “utilizar como se fosse sua a propriedade de outra pessoa”.

É por isso mesmo que quem namora deve tomar cuidados físicos redobrados. Evitar a todo custo provocar o desejo sexual no outro através do contato físico exagerado ou por meio de roupas sensuais e etc. Intimidade sexual, sem compromisso sério, é “defraudar”.

O corpo do (a) namorado (a) não pertence à namorada (o) enquanto eles não se casarem.

Lamentavelmente, neste aspecto (e em muitos outros), a mídia faz um total desserviço. Vivemos numa época em que os “senhores” do mercado, os “poderosos” da mídia, querem nos convencer de que não podemos viver sem sexo.

Eles o apresentam semelhante a mais um item numa prateleira de supermercado “a ser consumido”. Deste modo, dizer que praticar o sexo fora dos laços do matrimônio é “defraudar” soa meio “antiquado”.

Mas não se esqueça: esse é o padrão de Deus. Ele é irrevogável. Portanto, é necessário obedecer-lhe.

Na seqüência, continuando a nossa busca por princípios bíblicos que devem orientar o namoro, veremos o que deve, de fato, acontecer neste relacionamento.

Quem namora, precisa aperfeiçoar a capacidade de se relacionar.
Você já ouviu falar em “namoro virtual”? Pois é, a cada dia que passa, cresce o número da lista de pessoas que se inscrevem em sites de relacionamentos, em busca de um “namoro” assim.

Mas acontece que relacionamentos “exigem muita dedicação e habilidade”. São poucos os que estão interessados em desenvolvê-los com seriedade. O namoro virtual pode até ser “bom” para o bolso, mas priva “casal” de uma das maiores oportunidades oferecidas pelo namoro: a capacidade de aperfeiçoar os relacionamentos.

É grande o número de pessoas que relacionalmente são um desastre. Tanto no ambiente familiar como em outros locais, são inseguras, afoitas ou até mesmo estouradas, explosivas.

Quem não sabe se relacionar, só tem a perder. A Bíblia diz que duas pessoas juntas podem lucrar muito mais do que uma sozinha (Ec 4:9 . Pois bem, o namoro pode ser “um período de grande crescimento e descoberta nesta área”.

Quem namora, precisa desenvolver a capacidade de se controlar.

O namoro tanto pode ser um tempo de muita bênção e alegria, quanto pode ser um período triste, a fazer parte de um passado a ser esquecido e enterrado.

Tudo vai depender da forma com que é encarado. Quanto o casal avança os limites estabelecidos por Deus, o risco do namoro se tornar um tempo de frustração é muito grande. É preciso autocontrole.

Se quer agradar a Deus, quem namora, precisa desenvolver esta virtude. O ato de protelar a relação sexual até o casamento serve para isso. É pedagógico.

Mostra que o “relacionamento e a verdadeira preocupação com o outro são mais importantes que a satisfação pessoal e a expressão sexual”. Quando esse princípio é levado a sério, o namoro se torna uma ótima oportunidade para se exercitar o autocontrole ou domínio próprio, uma das características do fruto do Espírito (Ef 5:23).

Quem namora, precisa aumentar a capacidade de se comunicar.
Quanto tempo o casal de namorados passa conversando? Geralmente, muito pouco. Isso é um sinal de alerta! Não adianta se iludir se, no namoro, não existe diálogo, no casamento não existirá também.

Em Provérbios, o “controle da boca” é uma virtude desejável a ser perseguida, pois o que controla a sua boca preserva a vida (13:3a).

“Controlar a boca” não é ficar sem falar, mas falar na hora certa: “como é bom uma palavra na hora certa!” (Pv 15:23).

Meditar no que responder: “O coração do justo medita sobre o que se deve responder” (Pv 15:28).

Todas essas práticas precisam ser exercitadas no namoro: “Palavras suaves são como favos de mel, doçura para alma e saúde para o corpo” (Pv 16:24).

Você que está terminando de ler estas palavras, deve saber o quanto o casamento é importante para Deus. Sabe que ele deve ser uma união indissolúvel: “o que Deus uniu não separe o homem” (Mt 19:6b).

Pois bem, o sucesso no casamento, depende, em muitos fatores, do sucesso no namoro.

Então, se você for pai ou mãe, oriente seus filhos sobre o namoro segundo a vontade de Deus.

Não tenha medo de falar! E, se você for jovem, ou uma pessoa que está namorando ou pensando em namorar, não adie: conduza seu relacionamento de acordo com os princípios das Escrituras Sagradas. Vale a pena.

Conselhos Bíblicos Para Uma Vida Melhor

1- Comece seu dia entregando tudo a Deus.

“Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele, e o mais ele fará”.  Sl 37:5

2- Leia uma porção da Bíblia todos os dias.

“Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e luz, para os meus caminhos”. Sl 119:105

3- “Carpem Diem”: Aproveite o seu dia.

“Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque no além, para onde tu vais, não há obra, nem projectos, nem conhecimento, nem sabedoria”. Ec 9:10

4- “Quero trazer à memória o que me pode dar esperança:” Lm 3:21

 

5-Tire do seu vocabulário: “não posso”, “não vou conseguir”, “é impossível”.

“Pois para Deus nada é impossível”. Lc 1:37

6-Viva o presente: Quem vive do passado é museu. 

“Portanto, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; tudo se fez novo”. 2 Cor 5:17

7-Não tome decisão na hora da ira.

“O que facilmente se ira faz doidices, e o homem de maus desígnios é odiado”. Prov 14:17

8-Não faça amizades com certos tipos de pessoas.

“Não faça amizade com o iracundo, nem Andes com o homem colérico”. Prov 22:24

9-Mantenha amigos por toda a vida.

“O homem que tem muitos amigos pode vir à ruína, mas há um amigo mais chegado do que um irmão”. Prov. 18:24

10-Ouça mais, fale menos.

“Até o tolo, quando se cala, é tido por sábio, e o que cerra os lábios, por entendido”. Prov 17:28

11- Só é feliz quem se contenta com aquilo que tem.

“Não digo isto por causa de necessidade, pois já aprendi a contentar-me em toda e qualquer situação”. Fil 4:11

12-Não se isole: ninguém é uma ilha.

“Melhor é serem dois do que um, Se um cair, o outro levanta o seu companheiro. Mas ai do que estiver só, pois, caindo, não haverá quem o levante”. Ec 4:9,10,11.

13-Não seja materialista.

“Como saiu do ventre da sua mãe, assim nu voltará, indo-se como veio. Nada tomará do seu trabalho que possa levar na sua mão”. Ec 5:15

14-Dê com generosidade, sem esperar nada em troca.

“Dá a quem te pedir, e não te desvies daquele que quiser que lhe emprestes” MT 5:42

15-Não ande ansioso pelo amanhã.

“Portanto, não andeis ansiosos pelo dia amanhã, pois o amanhã se preocupará consigo mesmo. Basta a cada dia o seu próprio mal”. Mt 6:34

16-Valorize e ame a sua família.

“Mas, se alguém não cuida dos seus, e principalmente dos da sua família, negou a fé, e é pior que o incrédulo”.  1Tm 5.8

17-Seja ousado no Senhor.

“Porque Deus não deu o espírito de timidez, mas de poder, de amor e de moderação”. 2Tim 1:7

18-Evite contenda.

“E ao servo do Senhor não convém contender, mas sim ser brando para com todos, apto para ensinar, paciente”; 2 Tim 2:24.

19-Dê graças em todas as circunstâncias.

“Em tudo dai graças, pois está é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco”. 1Tess 5:18

20-Ame profundamente e com paixão.

“Amados, amemo-nos uns aos outros, pois amor é de Deus. Quem ama é nascido de Deus e conhece a Deus”. 1João 4:7
 

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