quinta-feira, 5 de abril de 2012

Seja dedicado, seja abençoado!

Nós cremos que fomos escolhidos e chamados por Deus, a fim de anunciar e realizarmos as Suas maravilhosas obras sobre a terra. Mas é sabido, que muitos cristãos se tornam relaxados em relação a esse chamado e precisam ser disciplinados, a fim de que a sua fé seja renovada.

Repare no verso 12 o uso da conjunção “portanto”. Significa que o assunto a seguir está ligado ao anterior. Nos versos anteriores é explicado que Deus é como um pai, que disciplina Seus filhos e nós não gostamos muito de encarar esse assunto, mas precisamos!

No primeiro momento, a disciplina dói, abate e causa tristeza; mas, devemos considerar os seus benefícios. (v.11)
• Uma vida correta.
• Uma vida cheia de paz.

Em muitas ocasiões, Deus permitirá que soframos reveses “para nos disciplinar”. A disciplina divina prova duas coisas (v.6):
• Que Deus nos ama
• É um sinal de que somos Seus filhos.

Então, qual deve ser a nossa reação diante da disciplina do Senhor? (v.5)
• Não desprezar a Sua correção
• não desanimarmos quando por Ele somos repreendidos.

Muito bem, nós falamos sobre as razões e as recompensas que a disciplina divina produz, no entanto, ela deve gerar em nós algo mais, uma renovação da nossa espiritualidade.

A Bíblia diz: Pois a tristeza que é usada por Deus produz o arrependimento [i.e. mudança de atitude] que leva à salvação; e nisso não há motivo para alguém ficar triste. Mas as tristezas deste mundo produzem a morte [i.e. morte espiritual, afastamento de Deus]. (2 Co.7:10 NTLH)

Por tudo quanto foi dito, tenha uma atitude vigorosa em relação à sua vida com Deus. (vs.12,13) Levante-se, busque fortalecimento e caminhe para o que é bom, para o que agrada a Deus e o que traz edificação.

Tenha uma atitude de fé e coragem, para enfrentar os desafios de uma vida renovada. Mas que desafios são esses? (vs.14,15)

• Procurar ter paz com todos. Por isso procuremos sempre as coisas que trazem a paz e que nos ajudam a fortalecer uns aos outros na fé. (Rm.14:19 NTLH)
• Cumprir a missão espiritual, por meio de uma vida dedicada ao Senhor. Mas vocês são a raça escolhida, os sacerdotes do Rei, a nação completamente dedicada a Deus, o povo que pertence a ele. Vocês foram escolhidos para anunciar os atos poderosos de Deus, que os chamou da escuridão para a sua maravilhosa luz. (1 Pe.2:9 NTLH)
• Valorizar e permanecer na graça ou a bondade de Deus. A Bíblia diz: Essa graça nos ensina a abandonarmos a descrença e as paixões mundanas e a vivermos neste mundo uma vida prudente, correta e dedicada a Deus (Tt.2:12 NTLH)
• O cuidado para não semear amargura entre os irmãos. Abandonem toda amargura, todo ódio e toda raiva. Nada de gritarias, insultos e maldades! (Ef.4:31 NTLH)

A Bíblia diz: Pois os olhos do Senhor estão atentos sobre toda a terra para fortalecer aqueles que lhe dedicam totalmente o coração. (...) (2 Cr.16:9 NVI)

Seja uma pessoa dedicada de coração a Deus e você será fortalecido por Ele. Quando você decide ser dedicado ao Senhor, esteja certo de que Ele lhe oferecerá tudo o que é bom. O SENHOR dá força ao seu povo e o abençoa, dando-lhe tudo o que é bom. (Sl.29:11 NTLH) Seja dedicado, seja abençoado! Deus o abençoe!

Como se Manter em Santidade Durante o Namoro

"A vontade de Deus é que vocês sejam santificados: abstenham-se da imoralidade sexual. Cada um saiba controlar o seu próprio corpo de maneira santa e honrosa". (I Ts 4:3-4 )

De acordo com a cultura do “presente século”, o conceito de “namoro saudável” está, em muitos aspectos, distante daquele apresentado na Bíblia Sagrada, de modo que até muitos crentes em Jesus desconhecem os princípios bíblicos que devem orientar este relacionamento. Neste artigo, trataremos destes princípios. Como é o namoro segundo a vontade de Deus?

Por que Namoro Santo?

Porque o próprio Jesus falou: Sede santos como meu Pai que está nos céus é Santo.” Isto inclui todos nós e todos nossos atos.

Não é uma meta que se deva desprezar por ser bastante alta, mas perseguir mesmo que nunca a alcancemos em toda sua plenitude.

Há namoro que não é santo? Nem é preciso falar que hoje a maioria dos namoros estão longe de serem santos.

Mas para que serve o namoro, um namoro santo? Um namoro santo é o primeiro passo para um matrimônio santo. É nele que os namorados se preparam para viver um matrimônio santo.

Pensar em matrimônio entre eles , já? Não necessariamente. Pode ser que um namoro não termine em matrimônio, mas é sempre uma preparação para o seu matrimônio.

Se você começa um namoro e sinceramente não consegue imaginar, nem que seja de forma muito superficial aquela pessoa como sua esposa, seu esposo, nem comece, você já está no caminho errado.

Outro dia alguém perguntou que mal havia em “estar” com alguém descompromissadamente, sem pensar num futuro dos dois. E a resposta é a seguinte: amor é uma opção por fazer alguém feliz, é doação, é querer o bem do outro e somente do outro. Este “estar” com alguém soa quase como aproveitar de alguém por um tempo para satisfazer minhas necessidades, minhas carências, mas, sem o mínimo compromisso com essa pessoa.

É algo parecido com o “ficar” só que mais longo, um pouco. Não há compromisso com a pessoa do outro. Eu não me envolvo como deveria, o outro também não se envolve. Satisfazemos nossas necessidades afetivas, sexuais, temos alguém para nos divertir e só isso.

Exatamente, só isso. E por isso não é amor. Não é construção de nada. Não há renúncia de nada em favor do outro, não pode ser, desde o princípio, algo para sempre.

Na celebração do matrimônio o casal promete um para o outro: receber o outro, ser fiel ao outro, amar e respeitar o outro, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, por todos os dias da vida.

É bem exigente essa promessa. E como chegar a fazer esta promessa sem se preparar? Como cumprir esta promessa sem saber o que se está fazendo?

Eu te recebo…

No meu prédio, se alguém vem me visitar, a portaria me liga, antes de deixar o visitante entrar, para ver se eu conheço a pessoa, só então liberam a entrada para que a pessoa chegue e eu possa recebê-la em casa.

A promessa do matrimônio começa com: “Eu te recebo….” , ou seja, pressupõe que eu conheça com quem estou casando.

E como conhecer se não for no namoro? É no namoro que vemos como esta pessoa reage em todas as situações da vida. Mesmo num namoro de adolescentes podemos aprender muito sobre o outro e ir imaginando como será no futuro. Os jovens com mais idade também devem prestar atenção ao seu namorado, sua namorada.

Alguns podem argumentar: “Comigo ele ou ela é uma pessoa maravilhosa.” E eu pergunto: e na escola, no trabalho, na família?

“Mas todo mundo faz!” Também nos relacionamentos todo mundo faz o outro sofrer, todo mundo trai, todo mundo começa pensando em se não der certo parto para outra.

Minha mãe sempre dizia que um bom filho será um bom pai, uma boa filha será uma boa mãe. E tem sua razão. Partindo da idéia que ele poderá ser seu esposo, um dia, e ela poderá ser sua esposa, um dia, que modelo ele ou ela tem de família? Há um bom modelo de mãe a seguir? Há um bom modelo de pai a seguir? Ele ou ela aprenderam a lutar pelo relacionamento em casa? Ou relacionamento é uma loteria na sua vida? Joga-se uns números e o resto é sorte?

É claro que não somos responsáveis pelo relacionamento de nossos pais. E que se o deles não deu certo, não quer dizer que o seu também não dará. Mas este conhecimento sobre a família é um tópico importante para o conhecimento do outro.

É preciso conhecer o outro para poder recebê-lo no sentido da promessa do matrimônio. Não só a parte boa. Quando ele ou ela está com você, apaixonado, todo carinhoso, ou carinhosa. É preciso ver como reage quando não está com você ou em situações difíceis. Isto é conhecer. Não se pode pensar que conhecer é só um pouquinho da pessoa, conhecer é o todo da pessoa.

E como tem gente cega para isso.

“Ele era um pouco mulherengo quando solteiro, mas era tão bonzinho comigo e agora me traiu sem mais nem menos!”

“Ele bebia com os amigos, mas eu pensei que após casarmos isso mudaria!”

“Eu via como ele tratava a mãe quando ela o pressionava, mas comigo era diferente. Só que agora isso virou contra mim.”

E não tem nada que cega mais nossa avaliação de uma pessoa que o sexo. O sexo é algo maravilhoso e bom. Só que na hora certa, dentro do matrimônio. Porque de tão bom e forte que é o sexo, ele nos cega para vermos todas as dimensões do outro.

O namoro é o tempo de seleção. É preciso se conhecer bem e conhecer o outro, no seu comportamento, na sua fé, na sua visão de futuro, nas suas prioridades de vida, nos seus valores.

“Ser fiel…”

É tão comum ouvir que jovens namorados se traem mutuamente, “ficando” com outros sem o menor receio. Como estes jovens, um dia, prometerão ao outro serem fieis? Que garantia terão dessa promessa ser verdadeira se desde o princípio já não há fidelidade?

E como descobrir isso antes? Desde o namoro?

A fidelidade é uma coisa construída. Treinada. Às vezes com muito esforço para ser mantida, mas é possível. Mesmo que o mundo diga que não.

E fidelidade é compromisso com o outro. Se eu simplesmente “estou” com o outro, sem compromisso não é possível construir a fidelidade e quem sabe no futuro, ao sermos traídos nós pensemos que isso foi injusto. Talvez até seja uma injustiça. Mas foi trabalhada a fidelidade, em nós, desde o princípio dos nossos relacionamentos?

Com essa liberalidade sexual entre namorados se está treinando para a traição e não para a fidelidade. É sim, se você se sente atraído por ele ou por ela. E vão para um motel, toda vez que sentem este desejo, quem garante que quando você estiver grávida, no fim de uma gravidez, ou ele estiver com problemas no emprego e isso tirar seu interesse sexual por um tempo no casamento, não haverá uma atração por outra pessoa? E se houver outra pessoa, como você sempre se acostumou a satisfazer essa vontade, por que não trair com uma aventurazinha de nada?

Ser fiel exige renúncia. Renúncia exige treino.

“Na alegria ou na tristeza…”

Na alegria e na tristeza. Esta frase significa que não vamos agradar o outro todos os dias de nossas vidas. Significa que haverá dias em que não gostaremos do outro. Mas isso não quer dizer que nestes dias o deixemos de amar. É preciso uma decisão em favor do outro.

Gostar, alegria, tristeza, são sentimentos e amor é mais que sentimentos. Esta frase na promessa do matrimônio é sábia e pena que poucos a compreendem em sua total dimensão.

Amor é uma decisão pelo outro. Decisão que deve existir mesmo quando não é gostoso estar com o outro. O gostar fala de mim. Fala de como eu me satisfaço nesta ou naquela situação. Amor tem que dizer respeito ao outro.

Amar com bons sentimentos é o ideal, mas nem sempre é possível o tempo todo.
“Na saúde ou na doença…”

Esta parte da promessa do matrimônio é bem parecida com a promessa de cima, mas ao invés de falar de sentimentos, fala do físico. Será que nossos corpos serão os mesmos durante toda a nossa vida? Será que se hoje eu baseio o meu relacionamento na qualidade física do outro, o relacionamento vai acabar se após uma gravidez a mulher tiver estrias na barriga? Se ele engordar e cultivar uma bela barriga?

“por todos os dias de minha vida”

Esta é a parte mais profunda da promessa do matrimônio. E como todos nós estamos contaminados com o conceito de descartável, em nossas vidas “modernas”, este é o ponto mais frágil dos matrimônios ou uniões atuais.

Desde o namoro a idéia de que é fácil trocar é muito mais presente que a vontade de lutar por um relacionamento. É preciso cultivar sonhos de amor e ir tentando realizá-los durante toda a vida.

Casais que param de sonhar, perdem o sentido de estarem juntos. E é no namoro que esse “para sempre” começa. Sonhar juntos é preciso sempre. Desde o sonho de irem um dia a um show ou a um restaurante.

De poderem um dia comprar um carro juntos, de terem os filhos e amá-los, de terem um lugar só deles para morar, de ver o crescimento dos filhos, sem nunca deixar de lembrar do amor que os une. De estarem preparados para ajudar um ao outro nas dificuldades, nas suas lutas do dia a dia.

Sonhar, mesmo que sonhos “impossíveis”, como a certeza que estarão juntos mesmo daqui a 50 anos. A união do casal depende desses sonhos que vão se realizando ao longo da vida. Mesmo que sejam sonhos profissionais de um que se tornam dos dois. De maternidade ou paternidade, mas que ambos sonham juntos.

Como vemos o namoro tem uma influência enorme para o sucesso ou fracasso dos matrimônios. E só há mais um detalhe que já mencionei de leve, mas que é a chave de tudo na vida, nos namoros e nos futuros matrimônios.

Não falei matrimônio em todo este texto por acaso. Matrimônio é um sacramento em que duas pessoas se unem com a benção de Deus. Aí está a chave do sucesso. Relacionamento a dois não dá certo. Desde o namoro.

O relacionamento tem que ser a três. Deus quer estar com vocês. Deus quer mostrar seu amor para nós para ser modelo de nosso amor. E com Ele no relacionamento, desde o namoro, a vida do casal tem muito mais chance de terem cumpridas todas as promessas feitas no dia de seu matrimônio.

A ORIENTAÇÃO BÍBLICA

Diz a Escritura: “Não é bom que o homem viva sozinho. Vou fazer para ele alguém como se fosse a sua outra metade” (Gn 2:18 ).

Com a criação de Eva, Deus deu a Adão alguém com quem ele pudesse se relacionar, conversar, dividir alegrias, descobertas, etc. O casamento é plano de Deus! Pois bem, o primeiro passo rumo a esta união é o namoro. É importante encará-lo com seriedade. Quem erra o primeiro passo, pode se complicar mais à frente.

Cerca de 75% dos problemas que os casais enfrentam têm origem na época do namoro e do noivado. Um namoro problemático, fora dos padrões estabelecidos por Deus, é danoso e pode machucar os envolvidos. Para que isso não aconteça, vejamos alguns princípios orientadores para o namoro, contidos nas Escrituras.

1. A escolha certa no namoro:

O que o crente em Jesus precisa levar em conta, antes de escolher alguém para iniciar um namoro? Paulo dá um conselho eficaz, em II Coríntios: “Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos” (6:14a).

Você sabe o que é o “julgo desigual”? De acordo com o contexto desta passagem, colocar-se em jugo desigual significa ter ligação com uma pessoa que é totalmente diferente.

“Neste texto está relacionado a uma pessoa que não é membro da família da fé e que pode fazer com que um crente quebre a sua aliança com Deus”. Parece que o que está em questão é separar a religião pagã da religião cristã.

Veja que Paulo é contundente na seqüência: “porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas? Ou que união, do crente com o incrédulo?” (2 Co 6:14-15).

Na hora de escolher com quem namorar, o cristão precisa levar essa orientação das Escrituras a sério. É preciso conversar com a pessoa com quem se deseja namorar, saber quais são seus objetivos, seus propósitos, seus sonhos; conhecer a família. A fé que professa.

Depois de tudo isso, é indispensável perguntar se vale mesmo a pena namorar. Será que não é roubada? Afinal, se namorar determinada pessoa significa risco de quebrar a aliança com Deus, é uma tremenda fria! É bom pensar, repensar e orar. Um namoro santo começa com uma escolha certa! “Por acaso andarão duas pessoas juntas, se não estiverem de acordo?” (Am 3:3).

2. O propósito real do namoro:

Existe uma razão para namorar. A idéia de “namorar”, simplesmente por “namorar”, deve ser descartada. Por quê? Traga a sua mente o início da história humana: a união de um homem com uma mulher, por meio do casamento, conforme já dissemos, foi idéia de Deus.

Foi ele quem disse: “Portanto, o homem deixará o seu pai e sua mãe e se unirá a sua mulher” (Gn 2:24). Não se apresse a ler este texto. Medite: O que Deus criou, aqui em Gênesis? O casamento, isso mesmo! Deus não criou o namoro. O namoro é o primeiro passo para o casamento.

Se Deus nunca tivesse instituído o casamento, o namoro também não existiria.
“Ah! Mais então quando duas pessoas começam a namorar, elas são obrigadas a se casar?”

3. O cuidado físico no namoro:

O namoro deve ter limites físicos muito bem estabelecidos. Pensemos num princípio bíblico relevante, neste sentido. A Bíblia diz: “A vontade de Deus é que vocês sejam santificados: abstenham-se da imoralidade sexual. Cada um saiba controlar o seu próprio corpo de maneira santa e honrosa” (I Ts 4:3-4 .

Essa orientação do apóstolo Paulo é escrita numa época em que o mundo greco-romano era um verdadeiro caos sem lei. Parecia que a vergonha havia “sumido da terra”. A igreja surge dentro deste contexto pervertido. Orientações sobre a vida sexual precisavam ser dadas.

Paulo mostra que o crente em Jesus deve saber controlar o seu corpo em santidade e honra. Mais que isso: ele indica a maneira, através de uma expressão interessante, no versículo 6: “e que, nesta matéria, ninguém ofenda nem defraude a seu irmão”.

Atente para a palavra “defraudar”. Ela significa “despertar um sentimento ou desejo no outro que não pode ser licitamente satisfeito”, ou “utilizar como se fosse sua a propriedade de outra pessoa”.

É por isso mesmo que quem namora deve tomar cuidados físicos redobrados. Evitar a todo custo provocar o desejo sexual no outro através do contato físico exagerado ou por meio de roupas sensuais e etc. Intimidade sexual, sem compromisso sério, é “defraudar”.

O corpo do (a) namorado (a) não pertence à namorada (o) enquanto eles não se casarem.

Lamentavelmente, neste aspecto (e em muitos outros), a mídia faz um total desserviço. Vivemos numa época em que os “senhores” do mercado, os “poderosos” da mídia, querem nos convencer de que não podemos viver sem sexo.

Eles o apresentam semelhante a mais um item numa prateleira de supermercado “a ser consumido”. Deste modo, dizer que praticar o sexo fora dos laços do matrimônio é “defraudar” soa meio “antiquado”.

Mas não se esqueça: esse é o padrão de Deus. Ele é irrevogável. Portanto, é necessário obedecer-lhe.

Na seqüência, continuando a nossa busca por princípios bíblicos que devem orientar o namoro, veremos o que deve, de fato, acontecer neste relacionamento.

Quem namora, precisa aperfeiçoar a capacidade de se relacionar.
Você já ouviu falar em “namoro virtual”? Pois é, a cada dia que passa, cresce o número da lista de pessoas que se inscrevem em sites de relacionamentos, em busca de um “namoro” assim.

Mas acontece que relacionamentos “exigem muita dedicação e habilidade”. São poucos os que estão interessados em desenvolvê-los com seriedade. O namoro virtual pode até ser “bom” para o bolso, mas priva “casal” de uma das maiores oportunidades oferecidas pelo namoro: a capacidade de aperfeiçoar os relacionamentos.

É grande o número de pessoas que relacionalmente são um desastre. Tanto no ambiente familiar como em outros locais, são inseguras, afoitas ou até mesmo estouradas, explosivas.

Quem não sabe se relacionar, só tem a perder. A Bíblia diz que duas pessoas juntas podem lucrar muito mais do que uma sozinha (Ec 4:9 . Pois bem, o namoro pode ser “um período de grande crescimento e descoberta nesta área”.

Quem namora, precisa desenvolver a capacidade de se controlar.

O namoro tanto pode ser um tempo de muita bênção e alegria, quanto pode ser um período triste, a fazer parte de um passado a ser esquecido e enterrado.

Tudo vai depender da forma com que é encarado. Quanto o casal avança os limites estabelecidos por Deus, o risco do namoro se tornar um tempo de frustração é muito grande. É preciso autocontrole.

Se quer agradar a Deus, quem namora, precisa desenvolver esta virtude. O ato de protelar a relação sexual até o casamento serve para isso. É pedagógico.

Mostra que o “relacionamento e a verdadeira preocupação com o outro são mais importantes que a satisfação pessoal e a expressão sexual”. Quando esse princípio é levado a sério, o namoro se torna uma ótima oportunidade para se exercitar o autocontrole ou domínio próprio, uma das características do fruto do Espírito (Ef 5:23).

Quem namora, precisa aumentar a capacidade de se comunicar.
Quanto tempo o casal de namorados passa conversando? Geralmente, muito pouco. Isso é um sinal de alerta! Não adianta se iludir se, no namoro, não existe diálogo, no casamento não existirá também.

Em Provérbios, o “controle da boca” é uma virtude desejável a ser perseguida, pois o que controla a sua boca preserva a vida (13:3a).

“Controlar a boca” não é ficar sem falar, mas falar na hora certa: “como é bom uma palavra na hora certa!” (Pv 15:23).

Meditar no que responder: “O coração do justo medita sobre o que se deve responder” (Pv 15:28).

Todas essas práticas precisam ser exercitadas no namoro: “Palavras suaves são como favos de mel, doçura para alma e saúde para o corpo” (Pv 16:24).

Você que está terminando de ler estas palavras, deve saber o quanto o casamento é importante para Deus. Sabe que ele deve ser uma união indissolúvel: “o que Deus uniu não separe o homem” (Mt 19:6b).

Pois bem, o sucesso no casamento, depende, em muitos fatores, do sucesso no namoro.

Então, se você for pai ou mãe, oriente seus filhos sobre o namoro segundo a vontade de Deus.

Não tenha medo de falar! E, se você for jovem, ou uma pessoa que está namorando ou pensando em namorar, não adie: conduza seu relacionamento de acordo com os princípios das Escrituras Sagradas. Vale a pena.

Conselhos Bíblicos Para Uma Vida Melhor

1- Comece seu dia entregando tudo a Deus.

“Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele, e o mais ele fará”.  Sl 37:5

2- Leia uma porção da Bíblia todos os dias.

“Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e luz, para os meus caminhos”. Sl 119:105

3- “Carpem Diem”: Aproveite o seu dia.

“Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque no além, para onde tu vais, não há obra, nem projectos, nem conhecimento, nem sabedoria”. Ec 9:10

4- “Quero trazer à memória o que me pode dar esperança:” Lm 3:21

 

5-Tire do seu vocabulário: “não posso”, “não vou conseguir”, “é impossível”.

“Pois para Deus nada é impossível”. Lc 1:37

6-Viva o presente: Quem vive do passado é museu. 

“Portanto, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; tudo se fez novo”. 2 Cor 5:17

7-Não tome decisão na hora da ira.

“O que facilmente se ira faz doidices, e o homem de maus desígnios é odiado”. Prov 14:17

8-Não faça amizades com certos tipos de pessoas.

“Não faça amizade com o iracundo, nem Andes com o homem colérico”. Prov 22:24

9-Mantenha amigos por toda a vida.

“O homem que tem muitos amigos pode vir à ruína, mas há um amigo mais chegado do que um irmão”. Prov. 18:24

10-Ouça mais, fale menos.

“Até o tolo, quando se cala, é tido por sábio, e o que cerra os lábios, por entendido”. Prov 17:28

11- Só é feliz quem se contenta com aquilo que tem.

“Não digo isto por causa de necessidade, pois já aprendi a contentar-me em toda e qualquer situação”. Fil 4:11

12-Não se isole: ninguém é uma ilha.

“Melhor é serem dois do que um, Se um cair, o outro levanta o seu companheiro. Mas ai do que estiver só, pois, caindo, não haverá quem o levante”. Ec 4:9,10,11.

13-Não seja materialista.

“Como saiu do ventre da sua mãe, assim nu voltará, indo-se como veio. Nada tomará do seu trabalho que possa levar na sua mão”. Ec 5:15

14-Dê com generosidade, sem esperar nada em troca.

“Dá a quem te pedir, e não te desvies daquele que quiser que lhe emprestes” MT 5:42

15-Não ande ansioso pelo amanhã.

“Portanto, não andeis ansiosos pelo dia amanhã, pois o amanhã se preocupará consigo mesmo. Basta a cada dia o seu próprio mal”. Mt 6:34

16-Valorize e ame a sua família.

“Mas, se alguém não cuida dos seus, e principalmente dos da sua família, negou a fé, e é pior que o incrédulo”.  1Tm 5.8

17-Seja ousado no Senhor.

“Porque Deus não deu o espírito de timidez, mas de poder, de amor e de moderação”. 2Tim 1:7

18-Evite contenda.

“E ao servo do Senhor não convém contender, mas sim ser brando para com todos, apto para ensinar, paciente”; 2 Tim 2:24.

19-Dê graças em todas as circunstâncias.

“Em tudo dai graças, pois está é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco”. 1Tess 5:18

20-Ame profundamente e com paixão.

“Amados, amemo-nos uns aos outros, pois amor é de Deus. Quem ama é nascido de Deus e conhece a Deus”. 1João 4:7

Não dê as Costas Para Deus

A essência do texto é Deus chamando um homem para cumprir o seu propósito. Este homem decide não cumprir este propósito, ao contrário, decide fugir. O nosso Deus não é um Deus de improvisos. Jonas não foi um improviso de Deus. Quando a Palavra veio a Jonas, ela já estava estabelecida na eternidade.

Jonas estava naquele momento, no propósito de Deus, até quando a Palavra veio para ele. E Nínive era o inimigo de Israel. E quando Jonas recebe a palavra de ir a Nínive, ele resolve fugir, pegar um navio e ir para Társis.

Jonas recebeu uma Palavra no Kairós de Deus. Não foi uma casualidade. Foi um propósito. Aquilo já está escrito. Quando você nasceu, Deus já tinha decidido um propósito para a sua vida.

Cada um de nós veio com uma programação de Deus. E Jonas decide ir para Társis. Mas mesmo estando fora da vontade de Deus, é possível que as coisas funcionem naturalmente. Para Jonas, tudo estava dando certo. Jonas chegou em Jope, cumprindo o propósito que ele estabeleceu. Ou seja, mesmo quando estou fora do propósito do Senhor, eu consigo cumprir meus desígnios.

Quando Jonas chegou em Jope, ele achou um navio que ia para Társis. Não seria uma possibilidade de ele encontrar o porto vazio? Mas ele encontrou um navio ali. Deus não interferiu nestes momentos. Tudo foi dando certo. Ele pagou aquela passagem e  chegou a embarcar no navio. E o v.6 diz:

“Chegou-se a ele o mestre do navio e lhe disse: Que se passa contigo? Agarrado no sono? Levanta-te, invoca o teu deus; talvez, assim, esse deus se lembre de nós, para que não pereçamos.”

O texto diz que Jonas estava vivendo um sono tão profundo que nada o acordava. Nem as ondas batendo no casco, nem o grito das pessoas. É possível ter conquistas, realizações e ter o sono dos anjos, mas com tudo disso estar fora do propósito de Deus.

Tem gente que diz: “Deus está me abençoando, por isso estou cumprindo a sua vontade.”

É possível ter sucesso, realizar e até ter uma boa noite de sono, mesmo estando de costas para Deus. Tudo dando certo. Jonas é chamado para uma missão num tempo de Deus específico naquela cidade. Você é um propósito de Deus para ser cumprido.

O que Deus tem para fazer contigo, não dê as costas. O lugar mais seguro da terra é estar no centro da Vontade de Deus. Deus precisava ensinar isto para Jonas. Nunca dê as costas para Deus. Não se iluda quando as coisas estão dando certo.

Quando Jonas estava dentro do texto, ele fez uma oração, e uma parte de oração, ele diz:

“Os que se entregam à idolatria vã abandona aquele que lhes é misericordioso.”

Idolatria é tudo que te domina. Dinheiro pode ser idolatria, vaidade, bens, e etc. Um carro é idolatria e outras coisas.

Quantos que não deixaram ser vencido pelo medo, fizeram coisas extraordinárias? O medo é uma idolatria, quando ele te domina.

Você precisa acreditar que aquele que te chamou e te comprou, é misericordioso.

Éfeso, A Igreja do Amor Esquecido

A fundação da Igreja em Éfeso

Capital da província romana da Ásia (atualmente, parte da Turquia), residência oficial do governador, cerca de 500.000 habitantes, grande centro cultural, comercial e religioso, Éfeso foi alcançada pelo Evangelho no final da segunda viagem missionária de Paulo, que ao chegar na cidade pregava aos judeus na sinagoga (At 18.19-21). Em sua terceira viagem missionária Paulo retornou a Éfeso, onde se estabeleceu por um período de três anos (At 19.1-20; 20.17-21, 31).

A igreja em Éfeso foi destinatária de duas cartas, a primeira enviada por Paulo entre 60-64 d.C. (Ef 1.1-2), e a segunda enviada por Cristo através de João por volta do ano 96 d.C. (Ap 2.1-7).

A Ascensão da Igreja em Éfeso

Em seus primórdios, a igreja em Éfeso foi contemplada com a plenitude do poder do Espírito, derramada sob a imposição de mãos de Paulo, e manifesta através da manifestação do falar em línguas e de profecias (At 19.6-7).

Éfeso se tornou uma base missionária estratégica, a partir de onde todos os habitantes da Ásia foram alcançados pela mensagem do Evangelho, e testemunharam dos milagres extraordinários que Deus operava pelas mãos de Paulo (At 19.10-12). A sã doutrina foi também ensinada exaustivamente e amplamente por Paulo (At 20.21).

Na carta escrita por Paulo aos efésios fica evidente o alto nível de vida espiritual experienciada e vivenciada naquela igreja:

Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo, [...] (Ef 1.3)

e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus; (Ef 2.6)

Por esta causa, me ponho de joelhos diante do Pai, de quem toma o nome toda família, tanto no céu como sobre a terra, para que, segundo a riqueza da sua glória, vos conceda que sejais fortalecidos com poder, mediante o seu Espírito no homem interior; e, assim, habite Cristo no vosso coração, pela fé, estando vós arraigados e alicerçados em amor, a fim de poderdes compreender, com todos os santos, qual é a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejais tomados de toda a plenitude de Deus. (Ef 3.14-19)

A igreja em Éfeso foi abençoada também com a diversidade de ministérios, fator imprescindível para o alcance da maturidade espiritual:

E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro. (Ef 4.11-14)

Apesar destas, e de tantas outras bênçãos, a igreja em Éfeso, assim como as demais igrejas da Ásia, foi seriamente e claramente advertida quanto aos perigos que a rondaria, e que trabalharia no sentido de removê-la de sua fé, amor e ortodoxia (At 20.29-31; Ef 6.10-17).

É interessante que nas últimas recomendações dadas por Paulo em sua carta àquela igreja, o desejo e a necessidade de contínua paz e amor com fé são destacados (Ef 6.23). Sobre a combinação de fé com amor William Barclay escreve:

[...] o amor sem fé é sentimentalismo, e a fé sem amor é aridez. [...] Esta combinação de fé e amor deve produzir ação, porque o amor nunca deve ser mera aparência (Rm 12.9). É perfeitamente possível pregar o amor e viver uma vida sem ele, cantar os louvores do amor nas palavras, e negar a existência dele nas ações. [...] A fé deve estar ligada ao amor, e o amor à fé, e esta combinação deve ter como resultado a mão generosa e o coração que perdoa. (As obras da carne e o fruto do Espírito, Vida Nova, 2000, p. 66 e 67)

A Decadência da Igreja em Éfeso

A igreja em Éfeso, assim como muitas outras ao longo da história, não resistiu ao fato tempo. Com cerca de sessenta anos de fundação, já se encontrava num estado de crise espiritual grave, que resultou na carta que Jesus pediu que João escrevesse e que lhe fosse enviada (Ap 2.1-7).

A grande ênfase desta carta recai sobre o abandono do primeiro amor (gr. agápe) pela igreja. Há pelo menos três possibilidades implícitas aqui:

- O abandono do primeiro amor a Deus. Devemos amar a Deus sobre todas as coisas (Mt 22.37; Mc 12.30; Lc 10.27; Rm 8.28; 1 Co 2.9; 2 Tm 4.8; 1 Jo 4.19). Há um pensamento de Barclay bastante pertinente:

O cristianismo não pensa em termos do homem finalmente se submeter ao poder de Deus; pensa em termos de ele finalmente se entregar ao amor de Deus. Não se trata de a vontade do homem ser esmagada, trata-se de o seu coração ser quebrantado. (Ibid., p. 73).

O amor a Deus é provado pela livre submissão e obediência à sua Palavra e vontade, e pela maneira como amamos o nosso próximo (1 Jo 4.20).

- O abandono do primeiro amor ao próximo. No comentário da Bíblia de Estudo Conselheiro (SBB, 2011, p. 552) sobre esta possibilidade, lemos:

Será que esses crentes passaram a dedicar-se tanto a combater erros, falsos profetas e falsas doutrinas que, aos poucos, acabaram se distanciando do amor e da graça, a ponto de o amor cristão nos relacionamentos ir perdendo lugar? Jesus deixa claro que essa direção é mortal para a igreja.

Em se tratando de Assembleia de Deus, acrescentaria as seguintes possibilidades: Será que a liderança da igreja passou a dedicar tanto tempo a construção de obras faraônicas, para louvor da própria glória, para perpetuação do seu nome e para demonstração de força e poder diante dos seus “concorrentes” (Gn 11.4; 2 Sm 18.18), e ainda a desperdiçar tanta energia e dinheiro com campanhas políticas eclesiásticas em disputas eleitorais por cargos e posições, a ponto de o amor cristão e o cuidado com o rebanho ir perdendo lugar? Será que as recomendações de Paulo aos presbíteros da igreja em Éfeso não nos caberia hoje (At 20.28)?

Será que na condição de crentes estamos tão voltados para o nosso enriquecimento e acúmulo de bens materiais (Mt 6.19-21), influenciados pela Teologia da Prosperidade e da Vitória Financeira, que acabamos por incorrer no erro do rico insensato (Lc 12.13-21) e na adoração avarenta às riquezas (Mt 6.24).

Vale lembrar que na perspectiva cristã o próximo é todo aquele que precisa e a quem podemos ajudar, inclusive reais ou potenciais inimigos (Lc 10.25-37), justos ou injustos (Mt 5.43-48).

Diante destes fatos, assim como nos dias do Novo Testamento, uma crise de hipocrisia em torno do amor assola os púlpitos e a igreja de forma geral (Rm 12.9-10).

- O abandono do primeiro amor na realização das obras. O ativismo dos efésios é outra praga vivenciada em nossos dias. Estamos tão envolvidos com a realização de coisas para Deus (e para nós mesmos), que perdemos de vista as reais e legítimas motivações para isso. Ministérios, igrejas, líderes e membros em geral são avaliados pela quantidade de coisas que fazem na e para a igreja, e não pelos sentimentos nobres que deveriam nortear as suas realizações. Fazemos as coisas pelas coisas. Queremos demonstrar nossas habilidades produtivas, nossa eficiência e eficácia, nossas competências, nossa suposta espiritualidade ou generosidade, nossa disponibilidade ao martírio, mas nos esquecemos de que se não tivermos amor, nada vale ou aproveita:

Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine. Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei. E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará. (1 Co 13.1-3).

Além do abandono do primeiro amor na realização das obras, passamos a amar mais as obras do que a Deus e ao próximo. Amamos presidir, construir, ensinar, pregar, orar, cantar, tocar, ofertar, etc., porque todas estas coisas ajudam na autopromoção, no louvor que vem dos homens. Quando o primeiro amor é abandonado, em lugar de altruísmo e da glória de Deus, nos tornamos egoístas e buscamos o reconhecimento dos nossos feitos aqui e agora.

A Oportunidade de Restauração da Igreja em Éfeso

Nenhum juízo é derramado por Deus sobre o seu povo, sem que Ele antes não deixe claro o pecado cometido, e não conceda a oportunidade de arrependimento.

Ao mandar que João escrevesse e enviasse a carta à igreja em Éfeso, o Senhor desejou promover uma tomada de consciência por parte do líder e de toda a igreja, que resultasse na lembrança de onde a mesma tinha caído (o que implica também “onde”), e consequentemente em seu arrependimento:

Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras; e, se não, venho a ti e moverei do seu lugar o teu candeeiro, caso não te arrependas. (Ap 2.5)

O arrependimento que possibilita novamente o perdão e aceitação de Deus é mais do que simples verbalização de frases prontas e impressionistas. O termo grego para “arrependimento” aqui se deriva de metanoeo, que implica em mudança de pensamento ou mentalidade que resulta em mudança de sentimentos e atitudes. É uma mudança plena de uma condição que desagrada a Deus, para uma outra condição de o alegra. Arrependimento é tristeza diante do pecado, e não simples remorso (2 Co 7.10).

A oportunidade foi outorgada à igreja em Éfeso, e é também nos concedida hoje. O que faremos? Qual será a nossa resposta àquele que graciosamente insiste em nos atrair de volta ao primeiro amor, e consequentemente a ele mesmo. Qual o nosso destino enquanto igreja estabelecida na história, denominação evangélica e igreja nacional, regional, estadual ou local?

Somos melhores do que a igreja em Éfeso, ou do que qualquer outra igreja da Ásia? Somos melhores do que alguma igreja que já se estabeleceu em algum momento da história, e que não mais existe? São melhores do que qualquer igreja que apesar de ainda existir, existe em sua própria apostasia?

A exortação do Senhor à igreja em Éfeso, ainda reverbera nos dias atuais:

Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito dias às igrejas: Ao vencedor, dar-lhe-ei que se alimente da árvore da vida que se encontra no paraíso de Deus. (Ap 2.7)

Amém!

O Tempo da Grande Virada

Quando estava no segundo ano da faculdade, o professor de matemática ensinou sobre o famoso ponto de inflexão da parábola. Em nossa vida cotidiana, à semelhança de uma parábola, também existe o momento da virada, em que nós paramos de descer e começamos a subir. Um exemplo muito real desta situação aconteceu com Davi, e ele está registrado em I Samuel 30.6. Recordo que este texto bíblico foi muito útil para mim durante uma época muito difícil, tempo que passei por uma  provação de 11 longos anos de desemprego.

A luta com Golias trouxe fama para o jovem Davi. A partir daquele dia, ele começou a ser visto com um olhar de ciúmes pelo rei Saul. Foram muito poucos os  dias da sua  fama no palácio real. Caçado como um animal, fugindo da morte, Davi escreveu os versos: Como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus! "Salmo 42:1".

O cervo era o orix, um animal que se escondia nas mais altas rochas dos montes de Israel para  fugir dos caçadores. Quando estava no limite da morte pela sede, ele descia do monte bramando de angústia diante dos caçadores, em busca de água. A sede extrema o obrigava se expor, mesmo sabendo que seus algozes estavam à espreita.

Davi conhecia na própria pele essa angústia. Ele foi descendo pela curva da parábola. Do matador de gigante a um foragido. De libertador a uma ameaça. O diabo sabia do propósito de Deus para a vida de Davi e procurava levá-lo a  erro para matá-lo pelas mãos de Saul. Davi era ungido de Deus, mas seus dias de glória ainda estavam no futuro. Quanto ao presente, andava se escondendo em cavernas,  desertos e até morando com o inimigo: Os filisteus.

Não se iluda. Para conquistar uma grande bênção, Deus nos permite matricular na faculdade das aflições. Se você tiver atitudes, disciplina e muita paciência, pode correr o risco de abandonar a luta a poucos dias da vitória. Quando mais insuportável ficam as provações, menos dias faltam para o momento da virada. Não tem jeito, só dá para descobrir insistindo - principalmente em oração, que é o exercício físico da alma.

A Davi foram se juntando os homens aflitos, endividados, amargurados - cerca de 400 homens. O momento da virada na sua vida aconteceu quando  passava por uma aflição duríssima. Depois dela, a providência de Deus mudou a sua sorte.

Estando fora da cidade onde pousavam, vieram os  amalequitas e deram com ímpeto sobre a cidade de Ziclague, incendiando todas as casas e levando cativas as famílias de Davi e de seus 400 seguidores.

Quando estes homens viram a cidade queimada, saqueada, as famílias levadas cativas, entraram em um desespero tão grande que decidiram apedrejar Davi. Eles o culpavam pela má sorte. Seguiam um homem azarado.

Enquanto eles procuravam por pedras, Davi chegou ao seu limite.

Mas ele era diferente. Mesmo naquela hora de desespero ele tomou a decisão certa: Foi buscar a face do Senhor. Mandou chamar o sacerdote Abiatar, el colocou o éfode, e Davi consultou ao Senhor.

-Perseguirei e alcançarei esses amalequitas? E o Senhor respondeu: Persegue, porque, decerto, os alcançarás e tudo libertarás! E se cumpriu.

Ah! meu amigo leitor, como esta palavra fez bem ao  coração em meus dias de aflição!

Foi naquele momento, que Davi enfrentou a última prova, antes de seguir para um reinado de 40 anos. O diabo apertou Davi na beira do "precipício", mas saiu "derrotado" porque Davi em vez de murmurar, blasfemar, desesperar-se, ele foi buscar a presença do Senhor.

Foi ali o grande momento de virada na vida de Davi. Ali, ele parou de descer e começou a subir de novo. Dias depois, Saul morreu. Davi foi aclamado rei de Judá. Sete anos mais tarde, rei de todo Israel.

Ele tinha razão, quando escreveu:" Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia. Pelo que não temeremos, ainda que a terra se mude, e ainda que os montes se transportem para o meio dos mares. Salmo 46, 1-2.

Se você ceder ao desespero diante do seu limite, seu adversário - o diabo, vai se alegrar, vai gargalhar às escondidas, enquanto você pode estar culpando Deus pela derrota. Mas, se em lugar de desesperar-se, você se levantar da poeira e buscar a presença de Deus, como Davi buscou, quem vai beijar a poeira vai ser o adversário!

Irmão/irmã quem sabe você esteja diante da maior provação da sua vida, igual a que  Davi passou em Ziclague?

Fique firme! Se já veio batalhando até aqui, caminhe mais um pouco. Lembre-se do que o apóstolo Paulo falou sobre o atleta que se priva de tantas coisas se aprimorando para correr a maratona. A coroa do ganhador só é dada no final da corrida. E você pode ser o grande vencedor.

Na  angústia extrema, sobre qualquer ciscunstância, e diante de qualquer problema, não se desespere,  não saia correndo, nem jogue tudo para o alto.  Estes momentos costumam acontecer bem próximo dos dias em que Deus vai cumprir na sua vida as promessas que Ele fez. Basta ter um pouco mais de paciência. Continue na maratona. Ore ao nosso Paizinho Celestial para vencer as provações de mais um dia. E de mais outro. Contra todas as circunstâncias  espere no Senhor. Clame ao Senhor.

Vai chegar um momento que o Senhor vai olhar para você e colocar um ponto de inflexão positivo em sua vida. Você vai parar de descer e vai começar a subir. Não se esqueça de que quando mais fundo for o poço, mas profundas serão as raízes que vão sustentar as maiores  bênçãos da sua vida.

Aconteceu comigo, e também vai acontecer na sua vida.

Por que Deus Permite que Existam os Maus no Mundo?

As escrituras ensinam que Deus é o soberano Senhor do universo. Ele é todo-poderoso, assim não há nada que ocorra sem sua permissão. A Jesus Cristo foi dada toda a autoridade no céu como na terra (Mateus 28:18). Ele é bom, puro e justo. Mas se ele tem todo o poder e é todo bom, então porque continua a haver maus no mundo que ele governa? Esta questão tem alimentado as especulações de filósofos, dado argumento a ateus e perturbado o coração de muitos cristãos.

Em Mateus 13:24-30, 36-43, Jesus deu uma resposta simples. O mundo é como um campo. Jesus planta a boa semente e o diabo planta a má. Jesus tem poder para arrancar as plantas más; portanto, na história, os anjos perguntaram se deveriam arrancar as ervas daninhas. Jesus disse que não, por causa do perigo de arrancar o trigo junto com as ervas. Assim, ele deu ordem para esperar até a colheita (o dia do juízo) para separar e destruir as plantas más. Por causa desta decisão, e não por causa de falta de poder, os maus continuam a existir no mundo.

Mas não seria melhor se Jesus tivesse exterminado as ervas daninhas? Suponha que, cinco, dez ou vinte anos atrás, Jesus tivesse feito isso; pense onde cada um de nós estaria. Deus, por causa de sua paciência, retarda o julgamento, esperando que outros (como você e eu) se arrependam (2 Pedro 3:9). Mas não se engane. Jesus reina. Um dia ele retornará e nesse tempo ele julgará os ímpios. Que nenhum homem interprete a paciente demora de Deus como fraqueza!

Mais uma coisa para lembrar: Alguns interpretam incorretamente esta parábola como se referisse à igreja. Eles ensinam que a impiedade precisa continuar na igreja até o julgamento, e não deveríamos fazer nenhum esforço para erradicá-la. Mas Jesus disse claramente: “O campo é o mundo” (Mateus 13:38). Os ímpios da igreja que se recusem a se arrepender deverão ser expulsos (1 Coríntios 5). Mas, agradeçamos, Jesus não extermina imediatamente todos os pecadores do mundo. Ele está dando tempo para o arrependimento.
 

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