A glória do SENHOR se manifestará, e toda a carne a verá, pois a boca do SENHOR o disse. Isaías 40:5.
O Universo criado por Deus é todo envolto em glória. O mais profundo
anseio do coração humano e o mais profundo significado do céu e da terra
estão resumidos nesta expressão: a glória de Deus. O Universo foi feito
pra proclamar essa glória, e nós fomos feitos para vê-la e prová-la.
Nada mais pode ser comparado a isso. A Sua glória é por demais grande
para que as nossas mentes a possam entender. Dessa forma, poderemos dar a
Ele o louvor que Lhe é devido. No entanto, através da fé podemos ter
algum conhecimento de Cristo e Sua glória, e esse conhecimento é melhor
que qualquer outra forma de sabedoria ou entendimento. O apóstolo Paulo
disse em Filipenses 3:8,10. Sim, deveras considero tudo como perda, por
causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por
amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para
ganhar a Cristo, para o conhecer, e o poder da sua ressurreição, e a
comunhão dos seus sofrimentos, conformando-me com ele na sua morte.
Se a nossa felicidade futura significa estar onde Cristo está e ver a
Sua glória, não há melhor preparação para isso que encher os nossos
pensamentos com ela desde agora. Assim, estaremos gradualmente sendo
transformados naquela glória. Todo aquele que mediante a graça creu em
sua morte e ressurreição com Cristo, devem se alegrar porque foi elevada
das profundezas do pecado para a glória que agora recebeu mediante a
honra concedida a Cristo. Amada igreja do Senhor, o anseio mais profundo
do nosso coração é conhecer e apreciar a glória de Deus, pois fomos
feitos com essa finalidade. É o próprio Senhor que diz em Isaías 43:6-7
Direi ao Norte: entrega! E ao Sul: não retenhas! Trazei meus filhos de
longe e minhas filhas, das extremidades da terra, a todos os que são
chamados pelo meu nome, e os que criei para minha glória, e que formei, e
fiz.
É tão maravilhoso sabermos que existimos para ver a glória de Deus,
prová-la e proclamá-la. O Senhor da glória, que é a própria glória,
tomou a nossa natureza humana, e foi para o céu eterno de luz e glória e
Ele prometeu que onde estivesse ali estaríamos com Ele para sempre.
Quão pecaminosos e tolos seremos nós se pensarmos muito em outras coisas
e não o suficiente nisso. É por isso que as insondáveis e incalculáveis
extensões do Universo criado por Deus não passam de uma alegoria acerca
das inesgotáveis “riquezas de sua glória” reveladas a nós para nos
apossarmos dela. A fim de que também desse a conhecer as riquezas da sua
glória em vasos de misericórdia, que para glória preparou de antemão,
os quais somos nós, a quem também chamou, não só dentre os judeus, mas
também dentre os gentios? Romanos 9:23-24.
Fomos criados para conhecer e valorizar a glória de Deus acima de todas
as coisas; e quando trocamos esse tesouro por outras coisas, a nossa
vida fica uma desordem. O sol da glória de Deus foi feito para brilhar
no centro do sistema solar de nossa alma. E quando Ele brilha, todos os
planetas de nossa vida giram corretamente em torno de Sua órbita. Mas
quando o sol muda de lugar, todas as outras coisas se desorganizam. A
cura da alma começa quando a glória de Deus volta a ocupar o seu lugar
no centro, cujo resplendor atrai tudo para Si. Irmãos todos nós pecamos e
por isso, todos nós necessitamos da glória de Deus, não da nossa
própria glória. Não há em nós nenhum brilho. Na verdade, o que poderia
ser mais ridículo neste imenso e glorioso Universo do que um ser humano,
vivendo numa partícula chamada Terra e em pé diante de um espelho
tentando encontrar em sua imagem ali refletida? Que lástima saber que
este é o “evangelho” do mundo moderno! Mas esse não é o Evangelho
cristão. O nosso Evangelho acaba com essa mania de grandeza que existe
no coração de todo ser humano. Porque Deus, que disse: Das trevas
resplandecerá a luz, ele mesmo resplandeceu em nosso coração, para
iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Cristo. 2
Coríntios 4:6.
O verdadeiro Evangelho diz respeito à glória de Cristo, não à minha
glória. E quando, de certa forma, diz respeito a mim, não é porque fui
considerado importante por Deus, mas porque, por Sua misericórdia, Ele
me faz sentir feliz por considerá-lO importante pelo resto de minha
vida. Qual foi a maior demonstração de amor que Jesus deu em relação a
nós? Qual foi o ponto culminante, o ponto sublime do Evangelho? A
redenção? O perdão? A justificação? A reconciliação? A santificação?
Adoção? Será que todas essas maravilhas não significam que existe algo
maior? Algo final? Algo que Jesus pediu que o Pai concedesse? Vamos ler
João 17:24 Pai, a minha vontade é que onde eu estou, estejam também
comigo os que me deste, para que vejam a minha glória que me conferiste,
porque me amaste antes da fundação do mundo. O nosso Evangelho é o
Evangelho da glória de Cristo, porque seu objetivo final é que possamos
ver, provar e mostrar a glória de Cristo, que nada mais é do que a
glória de Deus. O Filho é o resplendor da glória de Deus. Ele, que é o
resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas
as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação
dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas. Hebreus
1:3. Jesus quando veio ao mundo foi para manifestar a glória de Deus
entre os homens. Quando temos a visão da glória de Deus, certamente essa
visão irá nos curar de nossa vida muitas vezes desordenada. A visão da
glória de Deus sempre operará em nós transformação. E todos nós, com o
rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor,
somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como
pelo Senhor, o Espírito. 2 Coríntios 3:18.
Saibamos que não é para que nos tornemos importantes que Cristo existe.
Pelo contrário, nós é que existimos para que Ele seja importante, e para
que nos alegremos com isso. Cristo é glorioso para que, na riqueza ou
na pobreza, na saúde ou na doença, possamos nos alegrar nEle. Queridos
irmãos, a primeira e extraordinária glória que sustentam todas as outras
é a existência de Cristo. A existência absoluta é, talvez, o maior de
todos os mistérios. Reflita sobre o caráter absoluto da realidade. Deve
ter existido algo que nunca foi formado. O estudo das eras remotas e
longínquas nos leva a um ponto em que nada existia. Alguém teve a honra
de ser o primeiro, o que sempre existiu. Ele nunca veio a ser, nunca se
desenvolveu. Ele simplesmente era. A quem pertence essa glória absoluta e
singular? A resposta é Cristo, a Pessoa que o mundo conhece como Jesus
de Nazaré. O apóstolo João, que escreveu o último livro da Bíblia,
recebeu a revelação decisiva. Leiamos o que João disse: Eu sou o Alfa e
Ômega, diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que há de vir, o
Todo-Poderoso. Apocalipse 1:8.
A primeira e a última palavra do alfabeto grego são Alfa e Ômega. No
alfabeto, não se pode dizer qualquer coisa, ou nada, antes do Alfa. Não
existe nenhum “pré-Alfa” no alfabeto. Também não se pode dizer qualquer
coisa, ou nada, depois do Ômega. Não existe “pós-Ômega” no alfabeto. O
mesmo ocorre com Deus e a realidade. Não existe nenhum “pré-Deus” e
nenhum “pós-Deus”. Ele está absolutamente presente, quer em tempos
remotos, quer em tempos futuros. Ele é a Realidade absoluta. Ele tem a
honra de ser o primeiro, o que sempre existiu. A Ele pertence essa
glória singular. Deus torna isso explícito em Isaías 44:6 Assim diz o
SENHOR, Rei de Israel, seu Redentor, o SENHOR dos Exércitos: Eu sou o
primeiro e eu sou o último, e além de mim não há Deus.
Para concluirmos, gostaria de enfatizar que as tentações, provações,
tristezas, temores, medo e doenças são parte desta vida presente. Todas
as nossas ocupações têm problemas e tristezas nelas. Se considerarmos,
porém, a glória de Cristo que iremos compartilhar, podemos obter alívio
de todos esses males e ganhar a vitória sobre eles. Vamos ler 2
Coríntios 4:8,9,16-18. Em tudo somos atribulados, porém não angustiados;
perplexos, porém não desanimados; perseguidos, porém não desamparados;
abatidos, porém não destruídos. Por isso, não desanimamos; pelo
contrário, mesmo que o nosso homem exterior se corrompa, contudo, o
nosso homem interior se renova de dia em dia. Porque a nossa leve e
momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de
toda comparação, não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que
se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem
são eternas.
Regozijar-se nestas palavras para sempre é o objetivo de nosso ser que foi criado e de nosso ser que foi redimido. Amém.
Regozijar-se nestas palavras para sempre é o objetivo de nosso ser que foi criado e de nosso ser que foi redimido. Amém.